Nova regra deixa senador Ivo Cassol inelegível em 2012

Em cinco Estados da região Norte, um quarto dos candidatos em 2010 foram afetados pelo novo entendimento do TSE

Wilson Lima, iG Maranhão |

A nova norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovada na semana passada deixou o senador por Rondônia Ivo Cassol (PP) inelegível em 2012. Cassol teve, no ano passado, suas contas de campanha ao senado de 2010 rejeitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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Agência Brasil
Até no ano passado, Cassol tinha pretensões de se candidatar a prefeito de Porto Velho

Até a semana passada, quem prestasse contas sobre gastos de campanha era considerado apto a disputar qualquer cargo, com ou sem aprovação das informações. Agora, com a mudança da regra pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tanto candidatos inadimplentes como aqueles que prestaram contas, mas tiveram as informações rejeitadas, também passaram a ser barrados.

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O senador Ivo Cassol ainda recorreu da sua condenação no TRE, mas o TSE confirmou a decisão de primeira instância. Nesta quinta-feira (8), a reportagem do iG tentou manter contato com o senador mas não conseguiu. Ele participou de um evento na cidade de Altamira, cidade distante cerca de 850 quilômetros de Belém.

Até no ano passado, Cassol tinha pretensões de se candidatar a prefeito de Porto Velho, capital de Rondônia. Entretanto, o senador deve apoiar a candidatura do ex-governador de Rondônia, João Cahulla (PPS). Em Rondônia, outro afetado é o pré-candidato a prefeito de Porto Velho, o ex-deputado Alexandre Brito (PSDC), cujas contas de sua campanha para deputado estadual também não passaram pelo crivo da Justiça Eleitoral.

Região Norte

Em cinco dos sete Estados da região norte, Rondônia, Pará, Amapá, Acre e Tocantins, 506 candidatos que concorreram aos cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal e estadual em 2010 estão inelegíveis em 2012 por irregularidades em suas prestações de contas. Isso representa 24,7% dos 2.043 candidatos que disputaram as últimas eleições.

Conforme esse levantamento feito pelo iG junto aos TRE’s da região norte, o Pará tem o maior número de políticos com contas de campanhas reprovadas: 325. Rondônia tem 161 políticos barrados, Tocantins, 47; Acre, 38 e Amapá, 25. Amazonas e Roraima, até esta quinta-feira, ainda não tinham concluídos seus levantamentos sobre a prestações de contas da campanha de 2010. No Amazonas, por exemplo, o TRE informou que alguns números ainda estão sendo revistos.

Em Palmas, a nova resolução do TSE pode afetar o projeto de Nilmar Ruiz, pré-candidato pelo DEM. No entanto, apesar de suas contas da campanha a deputado federal terem sido reprovadas no ano passado, o caso ainda está sub judice. Em Santarém, a segunda maior cidade do Pará com aproximadamente 300 mil habitantes, Maurício Corrêa também enfrenta problemas. Suas contas da campanha de 2010 a deputado federal não foram aprovadas. Ele é o principal nome da sucessão à prefeita de Santarém, Maria do Carmo (PT).

Veja lista dos candidatos que tiveram as contas rejeitadas por Estado (em alguns TREs, a lista foi omitida ou não foi entregue)
Acre
Amapá
Distrito Federal
Pará
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Santa Catarina
Tocantins

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