Em Fortaleza, Luizianne trabalha para manter aliança com Cid Gomes

A prefeita de Fortaleza está no segundo mandato; desafio que se impõe a ela é vencer a disputa interna no PT e emplacar candidato

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Divulgação
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins
Em seu segundo mandato à frente da administração de Fortaleza, a prefeita Luizianne Lins (PT) não pode concorrer nas eleições deste ano, mas trabalha para eleger um sucessor de seu grupo político e garantir a continuidade de sua hegemonia entre os petistas cearenses. Para isso, ela precisa vencer dois desafios: emplacar seu nome preferido na disputa interna do partido e convencer as siglas aliadas a apoiá-lo.

Mais notícias do Ceará

Além de ser prefeita, Luizianne acumula a presidência do PT no Ceará e pertence ao grupo político que detém maioria na executiva municipal. Com isso, ela concentra o papel de conduzir o processo de escolha do candidato petista que será levado ao crivo dos aliados.

O PT conta com uma lista de pré-candidatos que já chegou a ter 13 nomes e depois diminuiu para cinco. Recentemente, Luizianne deu mais um passo para fazer seu sucessor . O presidente da Câmara dos Vereadores, Acrísio Sena, retirou o nome da disputa e declarou apoio ao secretário municipal de Educação, Elmano Freitas.

Caso convença seus correligionários da candidatura de Elmano, a prefeita precisa submetê-lo ao crivo dos partidos que formam a aliança que dá sustentação ao seu governo. A primeira dificuldade é com o PSB, principal aliado eleitoral. A maioria dos socialistas prega o rompimento com o PT. Assim, o governador Cid Gomes está isolado dentro do PSB na defesa dessa manutenção .

Sem saber ainda se quer ou não compor uma chapa encabeçada pelo PT, o PSB já começou a se preparar para um eventual rompimento buscando se aproximar mais do eleitorado na capital cearense . O partido iniciou um corpo a corpo com uma série de eventos que irá percorrer diversos bairros da periferia da cidade até o mês de junho.

“Vamos tomar o pulso. Nosso partido está nas pontas dos cascos, com vontade de apresentar um projeto”, chegou a afirmar ao iG o ex-ministro Ciro Gomes sobre a possibilidade.

Se quiser somar mais tempo na propaganda eleitoral, o PT terá de agradar também ao PMDB. O presidente regional da sigla, senador cearense Eunício Oliveira, já afirmou que seu partido não aceitará “prato feito” . “O PMDB cumprirá seus compromissos, mas não aceitará prato feito. Trabalhamos pela manutenção da aliança. Mas nada obriga a que o candidato seja do PT”, declarou.

O PCdoB, outro aliado, já deixou o governo petista na capital . O senador cearense Inácio Arruda já lançou sua candidatura pelos comunistas. Em 2004, Luizianne derrotou o senador, após começar uma campanha desacreditada pela cúpula nacional do PT, que preferiu apoiar o candidato do PCdoB.

Correndo por fora, o PDT lançou a pré-candidatura de Heitor Férrer. O deputado estadual de terceiro mandato é o principal opositor do governo Cid Gomes na Assembleia Legislativa desde 2006. Férrer já foi vereador de Fortaleza por três vezes e, em 2004, candidatou-se à prefeitura da capital pela primeira vez, quando Luizianne saiu vitoriosa no segundo turno contra o Moroni Torgan, do então PFL.

O PSDB já trabalha a candidatura de Marcos Cals, presidente do partido no Ceará, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado e candidato a governador derrotado em 2010. O DEM, sigla com pouca expressão no Ceará, ainda estuda se irá lançar candidatura própria. O PR do ex-governador Lúcio Alcântara, um dos maiores desafetos dos irmão Ferreira Gomes, também não definiu seu futuro em Fortaleza.

    Leia tudo sobre: Eleições2012eleiçõesceluizianne linsfortaleza

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG