Demóstenes diz que Aécio e Renan impediram votação da PEC do CNJ

Líder do DEM ainda criticou o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Eunício Oliveira, por "não cumprir sua palavra"

Severino Motta, iG Brasília |

Agência Estado
Senador Demóstenes Torres
O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), acusou os colegas Aécio Neves (PSDB-MG), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Francisco Dornelles (PP-RJ) de terem comandado a operação que impediu a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) garantindo os poderes de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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De acordo com ele, a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mesmo que simbólica - uma vez que a PEC ainda precisaria ir ao plenário e à Câmara para nova apreciação - seria uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que através de uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello limitou os poderes do Conselho .

“Isso é o Brasil. O Eunício Oliveira (PMDB-CE, presidente da CCJ) fez um compromisso e não cumpriu sua palavra. Soube que ministros do STF contra o CNJ ligaram. O Aécio, Renan e Dornelles pressionaram o Eunício, e ele retroagiu. Vivemos um dia de Câmara de vereadores”, disse.

Ao saber do encerramento da sessão da CCJ sem a votação da PEC do CNJ, a senadora Ana Amélia (PP-RS) protestou. Usando a palavra na sessão do plenário do Senado, disse que “o surgimento do Conselho foi um sopro de esperança para mostrar que o Judiciário não está livre de controle”.

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O líder do PSDB Alvaro Dias (PR) fez coro, e disse que a votação da PEC nesta quarta-feira seria um importante recado à sociedade, dando conta que o Senado estaria trabalhando para fortalecer o CNJ.

O iG entrou em contato com a assessoria de imprensa do senador Eunício mas até a publicação deste texto não consegiu falar com o parlamentar.

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