Augusto Aras disse que 'não há provas' do envolvimento de Bolsonaro com o assassinato de Marielle
Reprodução
Augusto Aras disse que 'não há provas' do envolvimento de Bolsonaro com o assassinato de Marielle

O procurador-geral da República, Augusto Ara s, recebeu e arquivou informações sobre a suspeita de que um dos supostos assassinos da vereadora Marielle Franco citou o nome do presidente Jair Bolsonaro para entrar no condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, pouco antes de cometer o crime. O procurador-geral entendeu que não há fundamento nas referências a Bolsonaro e, por isso, decidiu pelo imediato arquivamento do caso.

Leia também: Mulher de suspeito no caso Marielle nega relação do marido com Bolsonaro

Aras, por sua vez, acolheu um pedido do ministro da Justiça, Sergio Moro, repassou para o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro requisição para investigar suposta irregularidades no depoimento do porteiro. Moro diz que pode ter ocorrido "eventual tentativa de envolvimento indevido do nome do Presidente da República no crime em questão, o que pode configurar crimes de obstrução à Justiça, falso testemunho ou denunciação caluniosa". Caso o MPF remeta o caso à Justiça Federal a Polícia Federal passaria a atuar no caso e, assim, poderia tomar o depoimento do porteiro, como pediu Bolsonaro.

O nome de Bolsonaro foi mencionado em depoimento do porteiro do condomínio aos investigadores da Polícia Civil e do Ministério Público local. O porteiro prestou dois depoimentos. Os dois interrogatórios foram gravados. O porteiro disse que na tarde de 14 de março do ano passado o ex-policial Élcio Queiroz foi ao Vivendas da Barra e pediu para entrar no condomínio com o pretexto de ir á casa de número 58, de Bolsonaro. O porteiro disse ainda que um homem, com voz parecida com do presidente, autorizou a entrada.

Momentos depois, Queiroz teria deixado o condomínio na companhia de um outro ex-policial, Ronnie Lessa, no Logan que, segundo a polícia, foi usado pelos criminosos para perseguir e matar Marielle e o motorista dela a tiros. Antes de ser preso, Lessa morava numa das casas vizinhas a de Bolsonaro no condomínio. Queiroz e Lessa são suspeitos de matar Marielle. Na data da suposta visita de Queiroz ao condomínio Bolsonaro estaria na Câmara, conforme indicam registro de presença do ex-deputado no plenário.

Leia também: Bunker de Bolsonaro viveu 'clima de tensão no deserto' durante madrugada

Para Aras , como Bolsonaro estava em Brasília, e não no Rio, não haveria fundamento nas declarações atribuídas ao porteiro. Portanto, ele entendeu que deveria arquivar o caso, segundo informa a assessoria do procurador-geral.

    Mais Recentes

      Comentários

      Clique aqui e deixe seu comentário!