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Arthur Maia ressaltou, em seminário sobre o assunto no Rio de Janeiro, que 'depois da eleição, a realidade no Brasil será totalmente diferente'; entenda

Deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da proposta de reforma da Previdência na Câmara dos Deputados
Cleia Viana/Câmara dos Deputados - 7.2.18
Deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da proposta de reforma da Previdência na Câmara dos Deputados

Relator da reforma da Previdência, o deputado federal Arthur Maia (PPS-BA) disse acreditar que o próximo governo terá capital político suficiente para aprovar a proposta no Congresso. Porém, ele crê ainda que as mudanças serão mais profundas que aquelas propostas pela reforma que está em discussão hoje.  

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Na opinião do deputado, o próximo governo terá condições políticas de fazer uma reforma da Previdência mais dura e aprovará um projeto diferente do que consta no parecer em discussão na Câmara dos Deputados, assinado pelo parlamentar.

"Certamente, se fará outra reforma. Ao meu ver, será uma reforma mais dura e muito mais profunda", disse ele, que acrescentou: "O novo presidente eleito entra com todo o capital político para adotar as medidas que sejam necessárias. Não importa qual seja o viés ideológico de quem se eleja, tenho convicção de que será uma reforma muito mais profunda que a que consta no meu parecer."

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As declarações de Arthur Maia sobre a reforma foram feitas durante um seminário sobre o assunto na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12).

Intervenção federal

Neste ano, a reforma encalhou de vez depois que o presidente da República, Michel Temer, decretou a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Isso porque a legislação determina que, com a vigência do decreto, o Congresso não pode promover qualquer alteração à Constituição.

O que possibilitaria a votação é uma suspensão da intervenção. Maia afirmou que não tratou da possibilidade de suspensão com ninguém e foi enfático ao apontar que, mesmo se a proposta fosse à pauta, o governo não tem os 308 votos necessários para aprovar a reforma na Câmara.

"Não temos votos. Não adianta. O governo não tem os 308 votos. Já fiz essa conta de baixo pra cima, de cima pra baixo, de norte para sul e de leste para oeste. Não temos votos", disse o deputado.

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Mas ressaltou: "depois da eleição é outro planeta. Será outra realidade totalmente diferente". Segundo ele, a reforma da Previdência pode voltar a ser o foco do governo eleito para 2019. 

* Com informações da Agência Brasil.