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De acordo com o delegado Rubens Maleiner, a hipótese de sabotagem do avião foi descartada pela investigação; ministro morreu em janeiro de 2017

Ministro do STF Teori Zavascki morreu na queda de um avião nos arredores de Paraty (RJ) há um ano
Beto Barata/PR - 21.1.2017
Ministro do STF Teori Zavascki morreu na queda de um avião nos arredores de Paraty (RJ) há um ano

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, apresentou nesta quarta-feira (10) o relatório parcial sobre as investigações da morte do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). A principal linha de investigação sobre a morte do primeiro relator da Operação Lava Jato é falha humana. O  ministro morreu na queda de um avião nos arredores de Paraty (RJ) há um ano.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rubens Maleiner, a principal linha de investigação leva a crer em falha humana nas manobras de aproximação da aeronave da pista de pouso em Paraty. “Esta é a linha principal”, afirmou. Ele disse que todas as perícias indicam não ter havido sabotagem contra a aeronave onde estava Teori Zavascki .

“A possibilidade de um ato intencional contra aquele voo foi bastante explorada, com diversos exames periciais e atos investigatórios diversos, e nenhum elemento nesse sentido foi encontrado, pelo contrário, os elementos que atingimos até agora, todos conduzem a um desfecho não intencional e trágico, infelizmente, naquele voo”, disse Maleiner, que participou da r eunião de quase 1h30 com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, na manhã desta quarta-feira (10) .

Maleiner disse não haver prazo para a conclusão definitiva das investigações , mas adiantou que está próximo de terminar seus trabalhos. “A investigação está em curso, sempre importante relembrar isso, qualquer coisa que nós digamos aqui é provisório, pode eventualmente ser modificado, mas ela está em estágio bastante avançado.”

A morte de Teori

O avião bimotor que transportava o ministo e mais quatro pessoas (conta que inclui o piloto), caiu no mar próximo a Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, em 19 de janeiro do ano passado. Todos os ocupantes morreram.

À época do acidente, Teori era o relator dos processos da Lava Jato no Supremo e estava em vias de homologar os acordos de delação premiada de executivos da construtora Odebrecht – o que acabou sendo feito pela presidente Cármen Lúcia.

O ministro Edson Fachin assumiu a relatoria do caso após a morte de Zavascki e o até então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi o indicado pelo presidente Michel Temer para assumir a cadeira vaga na Corte.

Leia também: Delegado que investigou acidente com avião de Teori é morto a tiros

Foram abertas três investigações sobre morte do ministro Teori Zavascki: uma pela Força Aérea Brasileira (FAB), uma segunda pelo Ministério Público Federal (MPF) e a terceira pela Polícia Federal (PF). Nenhuma foi concluída até o momento.

* Com informações da Agência Brasil

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