PSDB fecha questão a favor da reforma da Previdência, mas sem punição a infiéis

Cúpula do partido concordou em apoiar proposta, mas não discutiu punições a deputados que votarem contra pacote de alterações para a aposentadoria
Foto: Divulgação/PSDB - 9.12.17
Favorável à reforma da Previdência, governador Geraldo Alckmin foi alçado à presidência do PSDB no último sábado (9)

A executiva nacional do PSDB decidiu nesta quarta-feira (13)  fechar questão a favor da proposta de reforma da Previdência defendida pelo governo Michel Temer (PMDB). O posicionamento foi firmado em reunião convocada pelo novo presidente da legenda, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Apesar de o fechamento de questão ser um instrumento partidário que prevê punição aos filiados que não seguirem a orientação da direção da legenda, a cúpula do PSDB não discutiu essa questão no encontro realizado na sede do partido em Brasília nesta manhã.

A reforma da Previdência conta com o apoio de Alckmin, que pretende disputar a Presidência na eleição do ano que vem, e de outras lideranças tucanas – mesmo aquelas que se manifestam a favor de o PSDB desembarcar da base de apoio do governo Temer.

Quem fechou questão (ou pode fechar) a favor da reforma

Até esta quarta-feira, apenas o PMDB havia fechado questão a favor da reforma . O partido do presidente Temer estipulou que qualquer um dos 60 deputados da legenda no exercício do mandato que votar contra o projeto estará sujeito a ser impedido de participar de comissões e de exercer atividades nos diretórios do partido.

O Democratas, partido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), também avalia a possibilidade de fechar questão a favor da reforma . A informação é do ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), que disse haver apenas "quatro ou cinco posições divergentes" em seu partido.

O PSDB possui atualmente 46 deputados no exercício do mandato e pode ser determinante para a aprovação do pacote de alterações nas regras para o acesso à aposentadoria. O texto será lido nessa quinta-feira (14) no plenário da Câmara e precisa de ao menos 308 votos para ser aprovado – número que até o momento não foi alcançado, conforme as contas do Planalto.

A redação da proposta de reforma da Previdência está pronta para ir a votação desde maio deste ano, mas teve sua tramitação paralisada por conta da crise política decorrente das denúncias do empresário Joesley Batista contra o presidente Michel Temer. Além do peemedebista, o então presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), também teve sua imagem ferida pelas acusações dos executivos da JBS.

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