Defesa do casal Garotinho pede liberdade a Rosinha na Justiça Eleitoral do RJ

Ex-governadores do RJ foram presos na quarta-feira (22) na Operação Caixa D'Água; pedidos de prisão foram feitos pelo Ministério Público Eleitoral
Foto: Wikimedia
Rosinha Garotinho, presa na quarta-feira (22), já foi governadora do estado do Rio de Janeiro, de 2003 a 2006

A defesa dos ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-RJ) para soltar a ex-governadora,  presa nessa quarta-feira (22) junto ao marido na Operação Caixa D'Água por determinação do juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira. O advogado Carlos Azeredo disse que deve apresentar o pedido de soltura de Garotinho ainda nesta quinta-feira (23).

Ao autorizar a prisão do casal, o juiz considerou que havia uma estrutura bem determinada, com divisão de tarefas, envolvendo empresários, políticos e secretários de governo do município de Campos dos Goytacazes durante o período em que Rosinha foi prefeita da cidade, entre 2009 e 2016. As operações de caixa dois investigadas pela operação somaram R$ 3 milhões.

Parte das informações foi obtida por meio da colaboração do empresário André Luiz da Silva Rodrigues, dono da empresa Ocean Link Solutions Ltda, que realizou contrato simulado com a JBS para viabilizar o pagamento de milhões à campanha de Garotinho ao governo do Rio de Janeiro em 2014.

"Perseguição"

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho disse na quarta-feira (22) ser vítima de "perseguição" e associou sua prisão às denúncias que ele diz ter feito a respeito do esquema criminoso envolvendo integrantes da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj) e o governo de Sérgio Cabral (PMDB) no estado.

Por meio de nota divulgada pela sua assessoria, Anthony Garotinho garantiu que nem ele e nem sua esposa, cometeram "crime algum" e embasou a tese de que é alvo de "perseguição" apontando o fato de que a ordem de prisão contra ele foi assinada pelo juiz Glaucenir de Oliveira, o mesmo que decretou a primeira prisão de Garotinho, no ano passado.

"O ex-governador atribui a operação a mais um capítulo da perseguição que vem sofrendo desde que denunciou o esquema do governo Cabral na Assembleia Legislativa e as irregularidades praticadas pelo desembargador Luiz Zveiter", diz o texto, mencionando denúncias contra o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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Oficialmente, no entanto, a prisão do casal Garotinho decorre de suspeitas de crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais em Campos dos Goytacazes, reduto eleitoral de Anthony e Rosinha no norte fluminense.

* Com informações da Agência Brasil

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