Levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisa mostra que 66,3% dos tucanos se igualaram aos petistas após envolvimento com a Lava Jato

Cúpula do PSDB diverge sobre a possibilidade de o partido deixar a base de apoio ao presidente Temer
George Gianni/psdb
Cúpula do PSDB diverge sobre a possibilidade de o partido deixar a base de apoio ao presidente Temer

Levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta quinta-feira (31) revela que 55,6% dos brasileiros querem que o PSDB deixe a base de apoio ao presidente Michel Temer (PMDB). Para outros 32,2% dos entrevistados, o partido deve permanecer apoiando o atual governo, enquanto 12,2% não opinaram.

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A maior parte dos entrevistados que pedem um desembarque do PSDB do governo Temer está no Nordeste. Lá, 59,2% dos participantes defendem a saída da base aliada. Por outro lado, no Sudeste, a proporção dos que querem os tucanos longe dos peemedebistas é de 53%. No Norte e Centro-Oeste, o percentual é de 58,3%, chegando a 54,1% no Sul.

Os jovens e os tucanos são os que, proporcionalmente, mais apoiam a saída dos tucanos do governo Temer . Tanto na faixa etária de 16 a 24 anos, quanto na de 60 anos ou mais, o percentual é de 59,6%. Entre os entrevistados com idade de 35 a 44 anos, 52,5% preferem que o partido deixe de apoiar a gestão atual no Planalto.

Em relação à escolaridade, o levantamento do instituto Paraná Pesquisas revela que a população com menos instrução é a que mais defende a saída dos tucanos do governo. Entre os participantes que possuem apenas o ensino fundamental completo, 58,2% pedem que o partido deixe de apoiar Temer. O percentual cai para 55,4% entre os que têm ensino médio completo e para 51,2% para aqueles que concluíram o ensino superior.

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Outro dado relevante levantado é o de que 66,3% dos entrevistados consideram que as  intensas disputas internas e o envolvimento de integrantes do partido nas irregularidades apuradas pela Operação Lava Jato deixaram os tucanos iguais ao PT.

Metodologia

De acordo com Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira, diretor do instituto, a pesquisa foi feita a partir de um questionário on-line entre os dias 25 e 29 de agosto e 2.902 pessoas com 16 anos ou mais foram ouvidas.

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“Tal amostra representativa do território nacional atinge um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0% para os resultados gerais. Nas análises das questões por localidade, o grau de confiança atinge 95,0% para uma margem de erro de 3% para o estrato da Região Sudeste, onde foram realizadas 1.248 entrevistas, 3,5% para o estrato da Região Nordeste, onde foram realizadas 784 entrevistas, e 5,0% para o estrato da Região Norte + Centro-Oeste onde foram realizadas 438 entrevistas e 5,0% para o estrato da Região Sul, onde foram realizadas 432 entrevistas”, explica Oliveira, a respeito da pesquisa sobre a situação do PSDB.

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