Aloysio Nunes critica ataques do PSDB a Temer: "Nem Lula teve esse tratamento"

Ministro das Relações Exteriores condenou postura de lideranças tucanas e disse que ataques contra presidente Temer ocorrem em "ocasião inoportuna"
Foto: Pedro França/Agência Senado - 19.2.2014
Aloysio Nunes é um dos quatro filiados ao PSDB que compõem a equipe ministerial do governo Michel Temer

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), condenou nesta sexta-feira (7) os recentes ataques contra o presidente Michel Temer desferidos por lideranças tucanas. Alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva , Temer foi tratado nesta semana como uma 'página a ser virada' pelo presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati, e também pelo presidente em exercício do Senado, Cássio Cunha Lima.

Em seu perfil no Twitter, Aloysio Nunes disse que "não poderia haver ocasião mais inoportuna" para a atitude de seus correligionários e considerou que nem os petistas Lula e Dilma Dilma Rousseff tiveram tratamento semelhante.

"Do ponto de vista dos interesses do Brasil, não poderia haver ocasião mais inoportuna para os recentes ataques de dirigentes do PSDB ao presidente da República, quando ele representa nosso país na cúpula do G20. Nem Lula nem Dilma tiveram esse tratamento de nossa parte quando éramos oposição", escreveu o ministro.

Embora integre a base aliada do governo, o PSDB vive às voltas com a possibilidade de retirar o apoio à gestão de Michel Temer . A cúpula tucana já se reuniu em duas ocasiões, a última delas no mês passado , para decidir se continua ou não ao lado do presidente.

Fator Maia

O senador Tasso Jereissati, que assumiu a presidência interina do PSDB assim que o senador Aécio Neves se tornou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal, disse nessa quinta-feira (6) acreditar que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem condições de conduzir o País até as eleições do ano que vem.

Maia pode assumir a Presidência da República caso o plenário da Câmara aprove a abertura de ação penal contra Temer no STF. 

O senador Cássio Cunha Lima declarou também nessa quinta-feira que, se depender da tramitação da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "dentro de 15 dias o Brasil terá um novo presidente".

Nesta sexta-feira, Rodrigo Maia despistou sobre eventuais articulações para conduzi-lo à Presidência  e disse acreditar que Michel Temer possui os votos necessários para barrar o avanço da denúncia contra ele.

O PSDB possui hoje quatro filiados compondo a equipe de governo de Michel Temer: Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Bruno Araújo (cidades) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

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