Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários do ramo de ônibus do Rio de Janeiro, foi preso no Aeroporto Tom Jobim, ao tentar embarcar para Portugal

Jacob Barata Filho foi preso no aeroporto Tom Jobim, por volta das 23h30 deste domingo (2), quando ia para Lisboa
Reprodução/TV Globo
Jacob Barata Filho foi preso no aeroporto Tom Jobim, por volta das 23h30 deste domingo (2), quando ia para Lisboa

A Polícia Federal antecipou a prisão do empresário Jacob Barata Filho, do setor de ônibus, para a noite deste domingo (2). Isso porque, alvo da operação deflagrada nesta segunda-feira (3), em três estados , o empresário estava prestes a sair do País.

Investigado por pagar milhões de reais em propina a políticos do Rio de Janeiro, Jacob Barata Filho  tinha a intenção de viajar, neste domingo, rumo a Lisboa, Portugal. Ele é um dos maiores empresários do setor no Rio de Janeiro e, segundo a Polícia Federal, tinha comprado somente a passagem de ida ao exterior. Sua defesa nega.

Jacob já está na Zona Portuária, onde está localizada a Superintendência Regional da Polícia Federal do Estado. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Ele foi preso no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão.

Operação Ponto Final

Na manhã desta segunda, novos mandados estão sendo cumpridos. No total, são oito mandados de prisão, além de buscas e apreensões que estão sendo feitas nas cidades de São Gonçalo e Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, e nos estados do Paraná e Santa Catarina.

Logo nas primeiras horas do dia, o apartamento de Lélis Marcos Teixeira, presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), na Lagoa, cidade fluminense, estava tomado por policiais.  

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Lélis, que já havia sido levado em condução coercitiva em outra operação desdobramento da Lava Jato, foi preso em casa.

Além de Lélis, a polícia prendeu o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro), em Florianópolis. Segundo informações divulgadas pela Rede Globo, a polícia estima que pelo menos R$ 40 milhões em propina passaram pelas mãos de Onofre.

A Operação Ponto Final, que é deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira, foi baseada nas delações premiadas do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado Jonas Lopes e do doleiro Álvaro Novis.

Em nota, a assessoria de Jacob Barata Filho disse que o empresário viajaria a trabalho a Portugal, onde mantém negócios há decadas.

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* Com informações da Agência Brasil.

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