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Recuperados a partir de acordos de colaboração premiada, recursos serão usados para pagar 13º salário atrasado de aposentados e pensionistas do Rio

Segundo força-tarefa do Ministério Público Federal, esquema de Sérgio Cabral movimentou mais de R$ 300 milhões
Fabio Rodrigues Pozzebo/Agência Brasil
Segundo força-tarefa do Ministério Público Federal, esquema de Sérgio Cabral movimentou mais de R$ 300 milhões

A força-tarefa da Operação Lava Jato devolve nesta terça-feira (21) cerca de R $ 250 milhões recuperados nas investigações sobre o esquema de desvio de recursos liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

A quantia será utilizada para o pagamento do 13º salário de 2016 de cerca de 146 mil aposentados e pensionistas do estado do Rio. O valor será suficiente para pagar mais de a metade (57%) do total de aposentados e pensionistas com o 13º atrasado, sendo que todos aqueles que recebem até R$ 3,2 mil terão o pagamento normalizado. 

De acordo com o Ministério Público Federal, os R$ 250 milhões foram repatriados a partir de acordos de colaboração premiada realizados com dois dos réus na mesma ação penal que Sérgio Cabral na Lava Jato.  As investigações revelaram até o momento que a organização criminosa envolvendo o ex-governador movimentou mais de R$ 300 milhões no exterior.

Haverá na tarde desta terça-feira uma cerimônia de devolução na sede do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Estarão presentes o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; o presidente do TRF2, desembargador federal Poul Erik Dyrlund; o coordenador da Força Tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro, Leonardo Cardoso de Freitas; e o procurador-geral do estado do Rio de Janeiro, Leonardo Espíndola.

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Esquema

Cabral está preso desde 17 de novembro do ano passado no Complexo Prisional de Bangu, no Rio de Janeiro. O ex-governador foi preso no âmbito da Operação Calicute, que investigou o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do estado do Rio.

Segundo as investigações, o ex-governador chefiava um esquema de corrupção que cobrou propina de construtoras, lavou dinheiro e fraudou licitações em grandes obras no estado realizadas com recursos federais, incluindo a reforma de modernização do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. As fraudes teriam ocorrido entre 2007 e 2014, nos dois mandados do peemedebista.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio espera transferir, até o feriado da Páscoa, Sérgio Cabral e outros presos da Operação Lava Jato que concluíram o ensino superior para o Batalhão Especial Prisional da PM, no bairro Benfica, na capital fluminense.

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