Empresário está preso preventivamente desde janeiro; desembargadores do TRF-2 rejeitaram a soltura alegando possível risco de fuga para outro país

Eike Batista foi preso pela Polícia Federal no fim de fevereiro, quando voltava de viagem aos Estados Unidos
Reprodução/Globo News
Eike Batista foi preso pela Polícia Federal no fim de fevereiro, quando voltava de viagem aos Estados Unidos

Desembargadores da 1ª Turma do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) negou nesta quarta-feira (8) um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do empresário Eike Batista, que está preso preventivamente desde o fim de janeiro na penitenciária de Bangu, no Rio de Janeiro.

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O pedido de soltura foi rejeitado pelo desembargador Abel Gomes, cujo voto foi acompanhado pelo presidente da turma, Paulo Espírito Santo. O desembargador Ivan Athié, por outro lado, se manifestou de maneira favorável pela liberdade para Eike Batista .

O advogado do empresário, Fernando Martins, informou que vai recorrer da decisão ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar viabilizar a liberação do proprietário do grupo EBX, que já ocupou a lista dos dez homens mais ricos do mundo.

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Entre as razões citadas pelos desembargadores do TRF-2 pela manutenção do encarceramento do magnata, está a viagem dele aos Estados Unidos pouco antes da decretação de sua prisão, o que poderia ter representado uma tentativa de fuga.

Histórico

O empresário foi preso por agentes da Polícia Federal no dia 30 de janeiro, durante a 34ª fase da Operação Lava Jato , após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. Ele estava vindo de Nova York, nos Estados Unidos. O magnata está preso no Complexo de  Gericinó, na zona oeste do Rio de janeiro.

Proprietário do grupo EBX, Eike é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que atinge o ex-governador do Rio Sérgio Cabral , que também está preso.

Em fevereiro, a Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra Eike, Sérgio Cabral, a mulher dele, Adriana Ancelmo, e outras seis pessoas. Eles passam a ser réus no processo.

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Cabral e Adriana foram denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Já Eike Batista responde por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A força-tarefa da Lava Jato acusa o dono das empresas do grupo EBX de ter feito dois pagamentos ilegais de US$ 16,5 milhões e outro de R$ 1 milhão ao ex-governador em troca de benefícios nos negócios.


* Com informações da Agência Brasil

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