Presidente participou de encontro com jornalistas nesta quinta-feira (22) e afirmou que não pretende demitir o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha

Presidente Michel Temer deu entrevista coletiva nesta quinta ao lado dos ministros Henrique Meirelles e Dyogo Oliveira
Marcos Corrêa/PR - 22.12.2016
Presidente Michel Temer deu entrevista coletiva nesta quinta ao lado dos ministros Henrique Meirelles e Dyogo Oliveira

Após anunciar propostas para alterar a legislação trabalhista, o presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (21) que sua baixa popularidade não o incomoda e que os altos índices de rejeição têm permitido que ele possa adotar medidas consideradas por ele como fundamentais para o País.

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“Dizem que há impopularidade. Isso me incomoda? Digamos assim, que é desagradável. Mas não me incomoda para governar. Alguém até disse, há poucos dias, que a popularidade é uma jaula. Aproveito a impopularidade para fazer aquilo que o Brasil precisa. E é o que estou fazendo. Lá na frente haverá reconhecimento”, disse o presidente .

Durante café da manhã com jornalistas, houve questionamentos sobre a ação movida pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, reeleita em 2014. Ele respondeu que respeitará o entendimento da Justiça e negou que pense em renunciar ao cargo.

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A respeito da possibilidade de saída do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que teve o nome citado em delações de executivos da Odebrecht , Temer  afirmou que não vai demiti-lo. “Não tirarei o Padilha. Ele continua firme e forte. Não haverá mudança nenhuma. Não sei o que vai acontecer lá na frente, mas não há intenção de fazer mudanças”. Ele defendeu a Operação Lava Jato e disse que a operação produz efeitos "extraordinários".

Superação da crise

Temer rebateu os comentários de que a superação da crise está demorando. “Nós, no passado, explicamos que não seria um passe de mágica. Precisamos, primeiro, sair da recessão. Saindo da recessão, obter o crescimento. E com o crescimento, a volta do emprego. É um processo. Não se resolve de um dia para o outro. Então, quando se fala 'agora será em 2017', [isso] está obediente ao processo que foi anunciado desde o primeiro momento. Se será no primeiro semestre ou no segundo, isso a economia vai dizer. Não há plano B, há este plano, que estamos seguindo criteriosamente, rigorosamente e responsavelmente.”

O comandante do Palácio do Planalto elogiou a relação que tem com o Congresso Nacional e destacou que a aprovação de medidas, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu um teto para os gastos públicos, só foi possível graças ao apoio do Poder Legislativo.

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Em relação à recente aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto que renegocia as dívidas dos Estados com a União, o presidente disse que “estão fazendo tempestade em copo d'água”, ao comentar a retirada de contrapartidas, como defendia a equipe econômica. Ele explicou que, de acordo com o que foi aprovado, o Ministério da Fazenda examina o pedido de recuperação feito pelas unidades da federação e que cabe ao presidente da República homologar, ou não, a demanda. Temer enfatizou que, se não houvesse nenhuma atuação do governo federal no caso, seria irresponsabilidade.


* Com informações da Agência Brasil

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