Delação aponta que, em 2010, campanha do então candidato ao Senado teria contado com ajuda financeira provinda de dinheiro desviado da Petrobras

Segundo o material que chegou ao MPF, Crivella (PRB) procurou Graça Foster em 2010, durante a campanha dele
Agência Brasil
Segundo o material que chegou ao MPF, Crivella (PRB) procurou Graça Foster em 2010, durante a campanha dele

Às vésperas do segundo turno das eleições, o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (PRB) pode ter o seu nome envolvido nas investigações da Operação Lava Jato. As informações foram publicadas no jornal O Globo, na edição deste domingo (23).

De acordo com a publicação, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, está negociando com o Ministério Público Federal uma delação premiada que envolve Crivella, o bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus na Operação Lava Jato.

Segundo o material que chegou ao MPF, Crivella (PRB) procurou Graça Foster em 2010, durante a campanha dele, e pediu a ex-diretora de Óleo e Gás da Petrobras uma ajuda financeira. Graça, por sua vez, encaminhou a questão a Renato Duque.

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Depois disso, João Vaccari, que era tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, entrou em cena e, de acordo com Duque, acionou Carlos Cortegoso, conhecido como Carlão, dono das gráficas Focal e CRLS. Essas gráficas, aliás, são as mesmas investigadas na ação do TSE que pode cassar a chapa Dilma e Temer.

A sequência da delação aponta que foram impressas 100 mil placas para a campanha de Crivella ao Senado, com gasto estimado em R$ 12 milhões. Segundo as informações do MPF, Duque disse que o serviço - não declarado nos gastos da campanha do agora candidato à prefeitura do Rio, foi descontado do dinheiro desviado da Petrobras.

A assessoria do candidato à prefeitura do Rio de Janeiro nega as acusações.

Pesquisa Ibope mantém Crivella na liderança

Segundo resultado da última pesquisa Ibope, divulgada na quinta-feira (20), a diferença entre os dois candidatos que disputam a prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL) e Marcelo Crivella (PRB), caiu. No entanto, o candidato do PRB continua em vantagem, com 46% das intenções de voto. Freixo cresceu quatro pontos percentuais (de 25% para 29%), desde o levantamento anterior.

De acordo com a pesquisa, 21% dos entrevistados pretendem votar nulo ou em branco, enquanto 4% não souberam responder ou não se manifestaram. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Considerando os votos válidos - excluindo brancos e nulos -, Crivella tem 61% e Freixo, 21%. Em relação às expectativas, 68% acreditam na vitória de Crivella, independentemente de votar nele ou não. Para 16%, o vencedor será Freixo. Outros 16% não responderam.