Presidente do Senado é acusado de cometer os crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso no caso sobre filha com Mônica Veloso

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), durante entrevista coletiva nesta terça-feira (4)
Jane de Araújo/Agência Senado - 4.10.16
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), durante entrevista coletiva nesta terça-feira (4)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin liberou nesta terça-feira (4) a denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o caso Mônica Veloso para votação no plenário da Corte. Agora cabe à presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, determinar a data da análise da ação.

Segundo o inquérito que tramita no STF desde 2003, Renan teria usado o lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento com a jornalista Mônica Veloso. O peemedebista também é acusado de ter adulterado documentos para justificar os pagamentos. Renan nega as acusações.

Em fevereiro deste ano, Fachin já tinha pautado a ação para julgamento mas, no mesmo mês, a matéria foi retirada da pauta depois que a defesa de Renan Calheiros apresentou um recurso alegando a existência de uma falha na tramitação do processo.

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A ação então foi enviada então à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação. 

Renan é acusado de cometer os crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. A denúncia tem como base um escândalo sob investigação desde 2007 e tramita em segredo de justiça na Corte.

A PGR considerou que Renan recebeu propina pela construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, o peemedebista teria as despesas pessoais da jornalista Mônica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, pagas pela empresa.

Além do caso Mônica Veloso, Renan Calheiros também é alvo de outros oito inquéritos decorrentes de investigações da Operação Lava Jato.

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