Senador tucano xinga colega petista: "Fascista é a p*** que pariu"

Por Estadão Conteúdo | - Atualizada às

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Durante sessão do Senado, Cunha Lima (PB) e Lindbergh Farias (RJ) trocaram acusações sobre ação da PF contra Lula

Estadão Conteúdo

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), da oposição, e Lindbergh Farias (PT-RJ), da situação, se estranharam durante sessão no Senado nesta segunda-feira (7)
Edilson Rodrigues/Agência Senado - 7.3.16
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), da oposição, e Lindbergh Farias (PT-RJ), da situação, se estranharam durante sessão no Senado nesta segunda-feira (7)

Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) trocaram acusações na tarde desta segunda-feira (7), após o parlamentar petista ter chamado de "ilegal" a decisão do juiz Sérgio Moro que autorizou na sexta-feira (5) a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lindbergh, que acusara a Operação Lava Jato de proteger os tucanos, disse que o PSDB "nunca gostou de investigação no Brasil" e disse que o chefe do Ministério Público Federal no governo FHC, Geraldo Brindeiro, era chamado de "engavetador-geral".

Senadores do PT e da oposição, principalmente os tucanos, travaram acalorados debates em plenário. Ouviu-se até palavrão nas discussões. Enquanto os petistas reclamaram da arbitrariedade na ação contra o ex-presidente, os oposicionistas destacaram que a medida contou com respaldo judicial e que ninguém está acima da lei.

"Infâmia!", rebateu Aloysio, ao criticá-lo por repetir esse argumento o tempo todo. "Botou o Brindeiro lá", cutucou Lindbergh, ao citar que no governo FHC ocorreram 48 operações em oito anos. "Não havia uma organização criminosa comandando o Brasil, senador Lindbergh", afirmou o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB). "Ah, que conversa, eu conheço vocês", ironizou o petista.

Da tribuna do Senado, Lindbergh partiu para o ataque e falou sobre escândalos de corrupção que envolveram governos do PSDB. Citou o da máfia das merendas e o do cartel dos metrôs em São Paulo, chamando-os de "merendão" e "trensalão". "O senhor é um fanático. É um fanático caluniador. Essa que é a verdade", acusou Aloysio. "Discurso estercorário da tribuna. Está sujando a tribuna do Senado", completou.

Cássio Cunha Lima pediu a Lindbergh que tenha respeito pela trajetória dele de "cara pintada para não se transformar num cara lavada". O senador petista reclamou do que considera como partidarização das ações da Lava Jato ao insinuar que suspeitas levantadas em delações premiadas contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), não estaria sendo investigadas. O petista cobrou que Sérgio Moro obedeça a lei. "Olha, eu já disse: nós somos democratas, vamos resistir nas ruas; mas esse achincalhamento que querem fazer contra o nosso presidente Lula, contra a democracia brasileira, nós não vamos aceitar."

Nas ruas

Em outro momento posterior, o senador do PT acusou o PSDB de ter se aliado a "grupelhos fascistas" e de estar colado ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Ele disse que os petistas não estão se "armando" para os protestos de rua marcados para o próximo domingo (13). Cássio Cunha Lima rebateu-o: "E Vossa Excelência é colado com Collor", disse, numa referência ao ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL), que Lindbergh protestou pela sua saída, mas hoje é aliado do governo Dilma. "O senador Cássio está mentindo. Você sabe que eu e Collor, aqui, a gente mal se cumprimenta", treplicou.

O ânimo da discussão exaltou a ponto que o líder do PSDB falou fora do microfone – embora o áudio tenha sido captado. "Fascista é a p. que pariu", disse. O líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA), pediu que a "baixaria" que o tucano expressou fosse retirada dos anais. O pedido foi atendido pela Mesa Diretora.

Nesta 24ª fase da Operação Lava Jato, ex-presidente Lula foi alvo de um dos mandados de condução coercitiva e foi obrigado a prestar esclarecimentos. Foto: Newton Menezes/Futura Press - 04.03.16Policia Federal fez buscas na sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Foto: Newton Menezes/Futura Press - 04/03/16Ação da PF no Instituto Lula foi feita na manhã desta sexta-feira (4). Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/ MARCELO GONCALVES -04/03/16Policia Federal isolou rua do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, durante a operação Aletheia, desdobramento da Lava Jato. Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/NELSON ANTOINE/FRAMEPHOTO - 04/03/16Polícia Federal também fez buscas na sede da Odebrecht, em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press - 04.03.16Houve movimentação na sede da Polícia Federal, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo. Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/FELIPE RAUAção da PF nesta sexta-feira chegou ao ex-presidente Lula. Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/FELIPE RAU - 04/03/16Após deflagração da 24ª fase da Lava Jato, agentes chegaram com malotes à sede da Polícia Federal, em São Paulo . Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press - 04.03.16O assessor especial do presidente Lula, Rogério Pimentel, prestou depoimento na sede da Polícia Federal, no Bairro do Lapa, na zona oeste de São Paulo (SP). Foto: Márcio FERNANDES/ESTADÃO CONTEúDOAgentes da Polícia Federal fizeram buscas no Condomínio Solaris, na praia das Astúrias, no Guarujá (SP). Foto: Motta Jr./Futura Press - 04.03.16Fachada do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP); MP-SP investiga se apartamento teve a reforma de R$ 700 mil paga pela construtora OAS e se seria de Lula e Marisa Letícia. Foto: Motta Jr./Futura PressHelicóptero sobrevoa à residência do ex-presidente após ação da PF contra Lula. Foto: Rodrigo Robatini/Futura Press - 04.03.16Movimentação em frente à residência do ex-presidente, onde houve buscar da Polícia Federal. Foto: Rodrigo Robatini/Futura Press - 04.03.2016Entrada do Condomínio Solaris, no Guarujá, litoral sul de São Paulo. Foto: Motta Jr./Futura Press A ação também ocorre no prédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho Fábio Luiz Lula da Silva,. Foto: Estadão Conteúdo/Marcelo Gonçalvessítio lula -a atibaia. Foto: CARLOS NARDI/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO


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