"A direção do partido vai acelerar a expulsão da fascista", diz Willys sobre partidária que concorreu em 2012 pelo PSOL

Celene Carvalho:
Reprodução/Youtube
Celene Carvalho: "Aqui é trabalho, aqui é terra dos coxinha. Não somos sustentados ,não!"

Na noite da segunda-feira (26) o deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) publicou em seu perfil no Facebook um texto intitulado "Como responder a uma fascista [ou um pedido de desculpas a Eduardo Suplicy e a Fernando Haddad]". Nele, o deputado afirma que Celene Carvalho é filiada ao (PSOL) e está em processo de expulsão. A mulher integrou um grupo de manifestantes contrários ao Partido dos Trabalhadores (PT) que se exaltou na saída do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), no último sábado (24) na Livraria Cultura, depois de uma sabatina realizada pela rádio CBN.  Suplicy, que é secretário de Haddad, acompanhava o debate do correligionário e foi atacado verbalmente pela mulher.

Em vídeo divulgado nas redes sociais no sábado (24), o grupo hostiliza Eduardo Suplicy, sob os gritos de "Suplicy vergonha nacional". Em uma discussão,  Celenae grita: "Aqui não é PT, não. Aqui, vocês estão na terra de quem trabalha. Aqui é trabalho, aqui é terra dos coxinhas! Não somos sustentados, não!"

Celene Carvalho disputou o cargo de prefeita de São Lourenço (MG) pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), nas eleições de 2012. Ela obteve 1,15% dos votos (370 votos) e não foi eleita; a cidade tem população aproximada de 41.650 habitantes.

Wyllys esclareceu no texto: "A representação do PSOL em Minas informou que já havia pedido o afastamento da fascista. Porém, como o pedido de afastamento não fora devidamente encaminhado à Comissão de Ética da direção nacional do partido, Celene continuava constando da lista de filiados do PSOL. Mas, com esse episódio, a direção nacional do partido vai acelerar a expulsão da fascista."  


Jean Wyllys acredita que "Celene tenha se infiltrado no PSOL devido às disputas internas. Tendo em mente apenas a informação de que o partido nascera de uma dissidência do PT, a fascista deve ter achado que o PSOL seria terreno fértil para seu antipetismo doentio e certamente contou com o apoio de algum dirigente que pretendia usá-la nas disputas internas".

O iG tentou contato com Celene Carvalho, mas não obteve retorno.


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