Organizadores anunciaram aliança para derrubar presidente Dilma Rousseff em protesto que não mobilizou mesmo número de manifestantes que foram às ruas no dia 15 de março

Os protestos contra o governo da presidente Dilma Rousseff e pelo fim da corrupção se repetiram neste domingo (12) em várias cidades do País. As manifestações, que pretendiam ser maiores que as do dia 15 de março, começaram cedo e apesar de tomarem diversas cidades do País não alcançaram os números esperados pelos organizadores dos atos.

Pedindo a saída de Dilma Rousseff e o fim da corrupção, grupos foram às ruas com bandeiras do Brasil e camisetas verdes e amarelas em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Goiânia e Porto Alegre, entre outras cidades. 

Mais uma vez, a maior aglomeração aconteceu em São Paulo, onde 275 mil pessoas tomaram a Avenida Paulista contra o governo petista, segundo estimativas da Polícia Militar. O número é 72,5% menor que o do protesto de 15 de março, quando a PM divulgou que teriam participado do ato 1 milhão de pessoas

Em Brasília, manifestantes pediram a saída de Dilma Rousseff
Valter Campanato/ Agência Brasil
Em Brasília, manifestantes pediram a saída de Dilma Rousseff

Em Brasília , o policiamento reforçado, com cerca de 3 mil policiais, acompanhou a aglomeração até a Praça dos Três Poderes. Segundo a polícia, participaram do ato 20 mil pessoas. Em março, 45 mil pessoas participaram da marcha na capital do País, segundo a PM.

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Em Salvador , a chuva comprometeu parcialmente a adesão aos protestos. Ainda assim, os organizadores esperavm que pelo menos 15 mil pessoas participem do ato na capital baiana. Apenas 6 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, estiveram no ato.

Em Belo Horizonte , a concentração começou na Praça da Liberdade, onde os manifestantes fizeram cartazes antes de começar a caminhada. Os organizadores previam até 50 mil pessoas, mas a PM calculou que esse número não passou de 5 mil.

Por volta de 10 mil pessoas , segundo a PM, seguiram pela Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, que começou às 11 horas. Na passeata de março, eram 15 mil os manifestantes. 

No ato deste domingo, três simpatizantes do PT foram hostilizados e tiveram de ser protegidos pela Polícia Militar. 

Em Porto Alegre, a Brigada Militar divulgou que 35 mil pessoas estiveram na marcha contra a corrupção e pelo impeachment da presidente. Em Curitiba, a Polícia Militar informou que seriam 40 mil manifestantes.

Em Manaus, a concentração, marcada para as 9h, na Praça do Congresso, no centro da capital, começou tímida por causa da chuva, segundo os organizadores. A Polícia Militar informou que, por volta das 11h, havia 360 manifestantes. O grupo caminhou por algumas ruas do centro da capital amazonense.

Em São Paulo, manifestantes fecham Paulista

Musa da direita faz ensaio com maiô transparente na Avenida Paulista
Reprodução/Instagram
Musa da direita faz ensaio com maiô transparente na Avenida Paulista

Na cidade de São Paulo, os manifestantes começaram a se reunir na Avenida Paulista às 11h e aos poucos ocuparam todas as faixas da avenida, que foi interditada pela Polícia Militar. 

De acordo com a polícia, passaram pelo protesto 275 mil pessoas --número 72,5% menor que a estimativa da PM no protesto de 15 de março, que era de 1 milhão de pessoas. 

Por volta das 17h, cerca de 100 caminhoneiros atravessaram a rua da Consolação na altura da Avenida Paulista e seguiam rumo ao centro da capital. 

O líder do movimento Vem pra Rua, Rogério Chequer, anunciou durante a manifestação que os movimentos contrários à presidente farão uma aliança com o objetivo de fortalecer suas demandas.

Entenda: Grupos anunciam aliança para derrubar presidente Dilma

Em Goiânia, a polícia estimou em 2.500 o número de manifestantes contra a presidente da República, Dilma Rousseff. Os organizadores divulgaram o número de 20 mil pessoas. 

Tuitaço em apoio à Dilma

Ao longo do dia, apoiadores de Dilma Rousseff promoveram um tuitaço nas redes sociais em reação às manifestações que aconteciam em todo o País. A hashtag # AceitaDilmaVez  ficou entre os termos mais usados do Twitter em todo o mundo.

Veja como foram os protestos

* Com informações de iG Bahia/Tribuna da Bahia, iG Rio/O Dia, iG Minas/O Tempo e iG Brasília/Jornal de Brasília

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