Segundo a Polícia Federal, não há indícios de participação do executivo no esquema da organização criminosa

A Polícia Federal admitiu nesta quarta-feira (19) que o atual diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, foi citado por "erro" nos depoimentos do esquema de corrupção na Petrobras. 

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O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, determinou que a Polícia Federal mostrasse provas do envolvimento do dirigente na organização criminosa.

Ainda nesta quarta-feira, o juz do caso emitiu um despacho intimando a autoridade policial para esclarecer se, de fato, há alguma prova concreta nesse sentido, uma vez que até o momento este Juízo não foi informado de nada a esse respeito. 

Leia a resposta da Polícia Federal:

"Em relação ao quesito que figurou em alguns interrogatórios, por erro material, constou o nome de COSENZA em relação a eventuais beneficiários de vantagens ilícitas no âmbito da PETROBRAS. Em relação ao outro quesito em que se questiona se os investigados conhecem o mesmo, foi formulado apenas em razão do mesmo ter sucedido a PAULO ROBERTO COSTA, área em que foram identificados os pagamentos, bem como por ter sido seu Gerente Executivo. Cumpre esclarecer que não há, até o momento, nos autos, qualquer elemento que evidencie a participação do atual diretor no esquema de distribuição de vantagens ilícitas no âmbito da PETROBRAS."


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