Prisão temporária de acusados expirou nesta terça-feira; onze investigados serão soltos, mas ficam proibidos de deixar o País

No dia em que expiraram as prisões temporárias dos suspeitos de corrupção investigados na Operação Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão preventiva do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e de outros cinco suspeitos. A pena é uma medida cautelar para impedir que os réus cometam outros crimes, fujam ou venham a prejudicar a apuração dos crimes dos quais são acusados.

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Os outros executivos que tiveram a prisão preventiva decretada por Moro foram: Dalton Santos Avancini (presidente da Camargo Côrrea), João Ricardo Auler (presidente do Conselho de Administração da Camargo Côrrea), Ricardo Pessoa (presidente da UTC), José Aldemário Pinheiro Filho (presidente da OAS) e Mateus Coutinho de Sá Oliveira (funcionário da OAS).

Por outro lado, outros 11 réus não foram enquadrados da mesma forma pelo magistrado e acabaram colocados em liberdade. No entanto, a ação ressalta que todos ficam proibidos de deixar o País e passam a ter a obrigação de comparecer a todos os atos do processo, "inclusive mediante intimação", ressalta a decisão. Eles também têm prazo de cinco dias para entregar à Justiça seus passaportes.

São eles: Alexandre Barbosa (OAS), Othon Zanoide (diretor da Queiroz Galvão), Valdir Carreiro (diretor-presidente da IESA), Otto Sparenberg (diretora da IESA), Jayme de Oliveira Filho (ligado ao doleiro Alberto Youssef), Carlos Alberto da Costa e Silva (UTC), Walmir Santana (UTC), Ildefonso Colares (ex-diretor-presidente da Queiroz Galvão), Newton Prado Junior (diretor da Engevix), Carlos Eduardo Strauch (diretor da Engevix) e Ednaldo Alves da Silva (UTC).

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