Dilma anunciará novo ministro da Fazenda só após retorno do G-20

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Reunião das 20 principais economias do mundo está marcada dia 15 e 16, na Austrália. Entre os mais cotados está Nelson Barbosa, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (5) que só anunciará o nome do novo ministro da Fazenda, quando voltar da reunião do G-20, marcada para os dias 15 e 16 deste mês na Austrália. A presidente disse que ainda não deu tempo de escolher o sucessor de Guido Mantega, que não participará do próximo governo, conforme já anunciado pela presidente.

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Agência Brasil
A presidente Dilma em seu último ato de campanha em Porto Alegre


Dilma também disse que pretende anunciar “por partes” as mudanças em seu ministério para o segundo mandato. Entre os mais cotados para assumir a condução da economia está Nelson Barbosa, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda.

Em uma cerimônia de mais de duas horas, Dilma recebeu oficialmente o apoio do PSD, levado pelo presidente do partido, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Ao final do encontro, a presidente fez uma breve avaliação das eleições e disse que o momento agora é de “desarmar o palanque”.

“É hora de desarmar palanques e é preciso ter duas atitudes, a de saber ganhar, a de saber perder”, disse a presidente. Dilma explicou que sua disposição em dialogar com diversos setores da sociedade, não exclui o Congresso Nacional, visto pela presidente como espaço privilegiado para o diálogo.

“O espaço privilegiado da ação política é o Congresso Nacional e é lá que se dará a relação do governo com as demais forças políticas”, disse Dilma, em uma clara referência ao discurso feito pelo senador Aécio Neves, em seu retorno ao Senado, ontem. O tucano se posicionou como principal líder da oposição mandou um recado ao governo, dizendo: “Eu chego hoje ao Congresso Nacional para exercer o papel que me foi delegado por grande maioria da população brasileira, por 51 milhões de brasileiros. Se quiserem dialogar, apresentem propostas que interessem aos brasileiros. No mais, vamos cobrar explicações e eficiência”, disse Aécio.

Dilma avaliou que é natural que a eleição tenha acirrado os ânimos porque a função de cada campanha é mesmo ressaltar as diferenças. “Agora, cabe a presidente, mudar o ritmo da discussão. Fazer a trajetória inversa da campanha. Isso é assim em qualquer democracia madura do mundo”, disse Dilma.

Gafe

Durante a cerimônia a presidente cometeu a gafe de chamar o PSD de PSDB, partido de seu adversário derrotado nas urnas. Usando de bom humor, Dilma rapidamente se corrigiu: “Vocês podiam ter ficado sem isso. Eu também. Mas a vida é dura”, brincou a presidente.

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Dilma disse que espera contar com a “pedagógica sobriedade” do PSD e do próprio Kassab no governo, não só como apoio no Congresso, mas também como “agente ativo”. Kassab é cotado para assumir o Ministério das Cidades, pasta que controla projetos importantes do governo como o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e ações na área de mobilidade urbana. Além de Kassab, Dilma manterá outro integrante do partido como ministro: Guilherme Afif Domingos, atual ministro da Micro e Pequena Empresa.

Em seu discurso, Dilma apontou os principais desafios de seu governo, questões nas quais ela disse esperar apoio do PSD. Segundo a presidente, seu governo terá que “acelerar o crescimento, combater a inflação, fazer ações de responsabilidade fiscal, e ainda garantir a expansão das políticas de emprego, renda e inclusão social”, citou. “Quero o PSD como protagonista”, sinalizou a presidente.

Dilma disse que sabe da importância de ter o PSD, “um partido de centro”, dentro da base. “O PSD é um integrante do meu governo, não só como um apoio passivo, significa um agente ativo e eu vou me comportar baseada neste posicionamento. Tenho muita clareza da importância que o PSD ocupa neste cenário partidário brasileiro. Acredito que o centro político é um espaço privilegiado na democracia, como sendo muito importante. Muitas vezes, é no centro político que os diferentes conflitos da sociedade podem ter resolução. É isso que eu espero do PSD”, disse a presidente.

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