Em meio as manifestações de impeachment, PT quer festa na posse e aproveitar para reaproximar dos movimentos sociais

O PT planeja uma mobilização para fazer da posse da presidente Dilma Rousseff, no próximo dia 1º de Janeiro, uma festa semelhante a que ocorreu na posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, quando cerca de 150 mil pessoas comemoraram a vitória de Lula na Esplanada dos Ministérios.

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Na reunião da executiva do partido, nesta segunda-feira (3), após uma avaliação das eleições, a ordem foi transformar a posse de Dilma em um marco de reaproximação com movimentos sociais. “Criamos uma comissão para organizar uma ampla manifestação popular e do nosso partido na posse da presidente Dilma no dia 1º de janeiro de 2015. Queremos que a posse seja uma grande festa popular semelhante a que foi a festa da posse do presidente Lula em 2002”, disse o presidente do partido, Rui Falcão, após a reunião.

“Nós tivemos uma vitória significativa, que teve a participação do PT, mas também de vários movimentos sociais, da juventude mulheres, negros partidos de esquerda que, embora não apoiando todas as nossas medidas, perceberam o que estava em jogo: avançar ou retroceder na linha da volta do neoliberalismo que significava o candidato oponente”, disse Falcão.

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A mobilização ocorre em meio a várias manifestações de repúdio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, inclusive com pedidos de impeachment da presidente ou mesmo intervenção militar no país. Rui Falcão, no entanto, evitou falar da festa em contraposição a esses movimentos conservadores.

“Nós achamos que em uma democracia, os movimentos e a participação de setores da população, a participação de grupos, ainda que minoritários é legítima, agora, nós também estamos conclamando nossa militância, sem qualquer tipo de contraposição, a participar dos atos que estão previstos em defesa da democracia e da reforma política”, disse o presidente do PT referindo-se às manifestações previstas para o próximo de 15 de novembro.

Falcão considerou o pedido de auditoria nas eleições, feito pela campanha tucana, como “mais um factoide”. “É mais um factoide que vai ser esquecido”, disse.

Quanto a avaliação feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de “desconfiança” em relação ao diálogo proposto por Dilma, Falcão também minimizou. “É uma opinião a mais”, disse.

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