Pressões políticas e econômicas impõem desafio maior para Dilma no 2º mandato

Por Vasconcelo Quadros , iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Depois de conquistar mais quatro anos no Palácio do Planalto, presidente se vê diante da tarefa de entregar soluções concretas para distorções do sistema político, pressões na economia, além de obstáculos na saúde, educação e segurança

No plano de governo que entrará em vigor a partir de primeiro de janeiro não há mais espaço para retórica ou promessas fáceis. A presidente reeleita, Dilma Rousseff, tem demandas emergenciais na economia, na política e, especialmente, na área de violência, que se tornarão imperativas em 2015. Além disso, terá modernizar o sistema educacional e dar mais atenção ao precário sistema de saúde.

O novo governo emerge sob a pressão da sociedade civil organizada por mudanças que mexam profundamente no sistema eleitoral para reduzir os altos índices de corrupção, melhorar a representatividade da política e criar regras mais democráticas. Terá, antes, de cicatrizar as feridas produzidas pela eleição mais acirrada das últimas duas décadas, que deixou o país partido e uma enorme interrogação sobre o futuro.

Veja imagens da campanha de Dilma Rousseff à reeleição

Dilma Rousseff é reeleita presidente da República e comemora em Brasília (26/10). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma faz primeiro discurso em Brasília depois de vencer as eleições presidenciais (26/10). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIALula comemora com Dilma a reeleição da presidente (26/10). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIACumprimento de Dilma e Lula na festa da vitória na petista nas eleições para Presidente (26/10). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAAinda bebendo chimarrão, Dilma Rousseff exibe comprovante de votação (26/10). Foto: Felipe Dana/ APDilma Rousseff vota na manhã deste domingo em Porto Alegre por volta de 8h40 da manhã (26/10). Foto: Felipe Dana/APDilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição, bebe chimarrão antes de votar na manhã deste domingo em Porto Alegre (26/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma ganha beijo de Tarso Genro, que disputa o segundo turno do governo do Rio Grande do Sul, em colégio eleitoral (26/10). Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13Depois da votação, Dilma brinca com o neto Gabriel em Porto Alegre (26/10). Foto: Edison Vara/ReutersAntes de votar, Dilma Rousseff tomou um café da manhã com políticos do PT em Porto Alegre. Tarso Genro, que concorre ao governo do RS, estava presente (26/10). Foto: Fernando Teixeira/Futura PressDilma é abraçada por eleitora que a esperava na casa de Tarso Genro, candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PT (26/10). Foto: Edison Vara/ReutersDepois de votar em Porto Alegre, Dilma Rousseff embarca em avião da FAB e vai para Brasília, de onde irá acompanhar a apuração (26/10). Foto: Felipe Dana/APDilma encerra a campanha nas eleições 2014 em Porto Alegre (25/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma faz campanha ao lado de Tarso Genro, que concorre ao governo do Rio Grande do Sul, na véspera das eleições (25/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Com uma faixa com os dizeres 'Diga não a violência contra a mulher', Dilma participa de caminhada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro (22/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Ao lado de Lula, Dilma visita fábrica em Goiana, em Pernambuco (21/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Lula também acompanha Dilma Rousseff em carreata no Recife (21/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Lula e Dilma aparecem lado a lado em adesivo de campanha da presidente e candidata à reeleição pelo PT. Foto: BBCDilma Rousseff manda coraçãozinho para eleitores em comício em Petrolina, em Pernambuco (21/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma recebe apoio de jovens e artistas em evento em Itaquera, zona leste de São Paulo (20/10). Foto: Divulgação/PTAtor Henri Castelli vai a evento de apoio a Dilma Rousseff em São Paulo (20/10). Foto: Divulgação/PTNegra Li também participa de ato de apoio a Dilma em São Paulo (20/10). Foto: Divulgação/PTDeputado federal pelo PSOL, Jean Wyllys é mais no ato de apoio a candidata do PT na capital paulista (20/10). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff tira uma selfie com eleitora em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro (20/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma foi a primeira a fazer perguntas no debate da noite deste domingo na Record (19/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma chega para o debate da Record, o terceiro encontro com Aécio no segundo turno das eleições (19/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma participa de entrevista coletiva em São Paulo neste domingo (19/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Eleitores tentam se aproximar de Dilma em ato de campanha em Curitiba, no Paraná (17/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma cumprimenta eleitores em agenda de campanha em Florianópolis (17/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma participa de ato de apoio aos professores em São Paulo (15/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidenciáveis Dilma e Aécio trocam cumprimentos depois do debate (14/10). Foto: APDilma e Aécio durante o primeiro debate do segundo turno das eleições, na Band (14/10) . Foto: ReutersDilma Rousseff (PT) chega a Rede Band para participar do debate presidencial (14/10). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressDilma dá entrevista coletiva em São Paulo antes do primeiro debate na TV no segundo turno das eleições (14/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13No dia das crianças, Dilma visita Centro Educacional Unificado (CEU) Jambeiro, em Guaianases, São Paulo, e assiste à apresentação de ginástica (12/11). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Fernando Pimentel, governador eleito em Minas, faz carreata com Dilma Rousseff em Contagem e ataca de fotógrafo (11/10). Foto: Ichiro Guerra/PTEleitores se apertam para chegar perto de 
Dilma Rousseff depois de caminhada e carreata na cidade mineira de Contagem (11/10). Foto: Ichiro Guerra/PTMarcelo Crivella, que concorre ao segundo turno do governo do Rio de Janeiro contra Pezão, faz campanha por Dilma em São João de Meriti (10/10). Foto: Edvaldo Reis/Crivella 10Dilma participa de ato de mobilização com prefeitos e representantes dos movimentos sociais em Alagoas (9/10). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma ganha uma rosa de criança manhã de campanha pelo segundo turno das eleições em Salvador (9/10). Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13Dilma conversa com garotinha em encontro com apoiadores em Salvador, na Bahia (9/10). Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13Dilma tem encontro com apoiadores e partidários no museu do ritmo em Salvador, na Bahia, na manhã desta quinta-feira (9/10). Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13Presidente Dilma cumprimenta eleitores em ato político com lideranças e prefeitos em Teresina (PI) (08/10). Foto: Divulgação/PTPresidenciável Dilma Rousseff (PT) e seu vice, Michel Temer (PMDB), se reúnem com governadores e senadores eleitos  (07/10). Foto: Allan Sampaio/iG Brasília Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, se reúne com governadores e senadores eleitos (07/10). Foto: Allan Sampaio/iG Brasília Um dia depois das eleições, Dilma Rousseff, que disputa o segundo turno com Aécio Neves, recebe jornalistas em Brasília (6/10). Foto: Cadu Gomes/ Dilma 13Dilma chega para coletiva de imprensa depois do resultado do primeiro turno das eleições ao lado de Michel Temmer, vice em sua chapa para a Presidência (5/10). Foto: Agência BrasilPresidente e candidata Dilma Rousseff fala com a imprensa após apuração de votos que a levou para o segundo turno com Aécio Neves (5/10). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma volta para Brasília depois de votar em Porto Alegre (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma, na companhia do neto Gabriel, pega voo para Brasília depois de votar em Porto Alegre (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição pelo PT, vota na manhã deste domingo em Porto Alegre. Ela foi a primeira presidenciável a votar (5/10). Foto: Felipe Dana/APTarso Genro, candidato do governo do Rio Grande do Sul pelo PT, acompanhou Dilma Rousseff na votação (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersV da vitória de Dilma Rousseff na urna em Porto Alegre (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma exibe comprovante de votação (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma acena ao deixar o local de votação em Porto Alegre. A presidente e candidata à reeleição pelo PT passará a tarde e irá acompanhar a apuração em Brasília (5/10). Foto: Felipe Dana/APNo dia da eleição, presidente e candidata à reeleição pelo PT Dilma Rousseff toma café da manhã com políticos em Porto Alegre (5/10). Foto: Fernando Teixeira/Futura PressDilma Rousseff participa de carreata em Porto Alegre no último dia de campanha para o primeiro turno (4/10). Foto: Felipe Dana/APDilma Rousseff faz carreata em São Paulo ao lado de Lula, Suplicy, Fernando Haddad e Alexandre Padilha (3/10). Foto: Ricardo Stuckert/PRPadilha, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, acompanha Dilma em manhã de campanha em São José dos Campos (3/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tira foto ao lado de Marcelo Negrão, medalhista de ouro com o vôlei nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, em encontro com atletas no Rio (30/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma tem encontro com atletas no Rio de Janeiro (30/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma faz campanha em Santos e na Baixada (30/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff (PT) faz campanha no bairro paulista do Campo Limpo com Alexandre Padilha, candidato petista ao governo de SP, e com o ex-presidente Lula (29/09). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff recebe apoio de eleitor durante caminhada e carreata em Belo Horizonte (29/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma elegeu Marina como seu alvo principal no debate, mas também atacou Aécio (28/9) . Foto: ReutersAo lado de Agnelo Queiroz, Dilma anda de BRT Expresso em Brasília e conversa com eleitores (27/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma recebe uma flor durante carreata em Feira da Santana, na Bahia (25/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff,  candidata à reeleição  pelo PT, durante dia de campanha em Ribeirão das Neves, em Minas Gerais (22/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff faz campanha em São Paulo ao lado dos petistas Alexandre Padilha, candidato ao governo, e Eduardo Suplicy, candidato ao Senado (20/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma faz campanha ao lado de Marcelo Crivella, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PRB, em Duque de Caxias (19/9)
. Foto: Ichiro Guerra/PTDilma posa para fotos durante campanha em Campinas, em São Paulo (17/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tem dia de campanha em Campinas, interior de São Paulo, com carreata e encontro com intelectuais (17/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff, ao lado de Marina Silva e Aécio Neves, no debate na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na cidade paulista de Aparecida (16/09). Foto: DIVULGAção/PSBEvento no Rio de Janeiro reúne artistas e intelectuais em apoio a Dilma Rousseff (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasCantora Alcione cumprimenta Dilma no evento 'artistas de coração valente' (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasAtor Chico Diaz também apoia a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasTeólogo Leonardo Boff, Dilma, Lula e a economista Maria da Conceição Tavares em ato de apoio à Presidente (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma faz discurso diante de artistas em evento no Rio de Janeiro (15/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasLindberg Farias, candidato do PT ao governo do Rio, também participa de encontro com artistas a favor de Dilma (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma vai ao lançamento do Livro “Um país chamado favela”, no Rio de Janeiro, e arrisca passos de funk com membros da comunidade (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma também acompanhou apresentação de capoeira na comunidade carioca (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff posa ao lado de jovens no lançamento do Livro “Um país chamado favela”, no Rio de Janeiro (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tem encontro com juventude em Belo Horizonte, Minas Gerais (13/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de ato Público com Movimentos Negros, em Nova Lima, em Minas Gerais (13/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff sai em carreata em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, ao lado de Lindgerb Farias, candidato ao governo do estado pelo PT (12/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma Rousseff (PT) é entrevistada por Tales Faria, publisher e vice-presidente editoral do iG, e Amanda Klein, apresentadora do RedeTV! News (11/09). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma tratou das denúncias sobre um suposto esquema de pagamento de propina na Petrobras. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPresidente atribuiu à adversária Marina Silva (PSB) problemas no andamento de usinas de Jirau e Santo Antonio . Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaCartazes para Dilma Rousseff são exibidos durante comício em Belém, no Pará (10/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula participa de comício de Dilma Rousseff em Belém, no Pará (10/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDepois do desfile de 7 de setembro, Dilma se reúne com juventude no Palácio da Alvorada (7/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidente Dilma Rousseff chega para o início do desfile pelo dia 7 de Setembro no DF (7/9). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma Rousseff posa para fotos visita o Residencial Cidade Jardim, construído pelo Minha Casa Minha Vida, em Fortaleza (6/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma ganha miniatura de taxi em encontro com taxistas em São Paulo (6/9). Foto: Ichiro Guerra/PTOs candidatos Dilma Rousseff e Alexandre Padilha participam de encontro com mulheres em São Paulo (6/9). Foto: Paulo Pinto/ AnalíticaLula coloca chapéu em Dilma durante comício no Recife (4/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaAo lado do ex-presidente Lula, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) participou de carreata em São Bernardo do Campo, em São Paulo (02/09). Foto: Divulgação/PTAmbos com o chapéu do Corinthians, Dilma e Lula fazem carreata em São Bernardo do Campo, nesta terça-feira (02). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff participa de encontro com prefeitos paulistas em Jales, no interior de São Paulo (30/8). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff visita a Casa de Cultura do Pelourinho, em Salvador, e se arrisca ao lado de ritmistas (29/8). Foto: Ichiro Guerra/PTCandidata do PT à reeleição para a Presidência da república, Dilma Rousseff, visita a escola Senai Simatec, em Salvador (29/8). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff participa de encontro com trabalhadores da agricultura, em Brasília, nesta quinta-feira (28). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff chega para debate TV Band, o primeiro dos presidenciáveis nestas eleições (22/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAo lado de Aécio Neves, Dilma cumprimenta Marina Silva no debate da TV Band (26/8). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCandidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff visita vistoria obras da transposição do Rio São Francisco com ex-presidente Lula (21/08). Foto: Divulgação/PTDilma faz uma refeição durante visita à Usina Hidroelétrica Santo Antônio, em Porto Velho (19/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13No Palácio da Alvorada,  Dilma Rousseff é entrevistada por Willian Bonner e Patrícia Poeta para o Jornal Nacional (18/08). Foto:  Globo/ Gabriel SoutoPresidente Dilma Roussef, Lula e outros políticos vão ao velório de Eduardo Campos e vítimas de acidente aéreo (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff cumprimenta Marina Silva, que era candidata à vice na chapa de Eduardo Campos (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff cumprimenta o presidenciável pelo PSDB Aécio Neves no velório de Eduardo Campos e vítimas do acidente aéreo (17/8). Foto: Paulo Whitaker/ReutersPresidente Dilma Rousseff conforta filhos de Eduardo Campos durante velório na manhã deste domingo na sede do governo de Pernambuco (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff faz pronunciamento sobre a morte de Eduardo Campos em Brasília, nesta quarta-feira (13). Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil)Presidente e candidata à releição Dilma Rousseff visita trecho da Ferrovia Norte-Sul, na cidade goiana de Anápolis (11/08). Foto: Divulgação/PTDilma e Padilha, candidato ao governo de São Paulo, fazem encontro com juventude na capital paulista (11/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidente Dilma Rousseff durante entrevista para RBS (11/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff conversa com jornalistas em Brasília no Palácio da Alvorada (10/8). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma faz carreata ao lado de Padilha, candidato ao governo de São Paulo, pelas ruas de Osasco e aproveita para comer um cachorro-quente (9/8). Foto: Ichiro Guerra/PTComitiva do PT em carreata por Osasco. Na foto aparecem Dilma, Padilha, Marta e Eduardo Suplicy (9/8). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma visita ferrovia em Iturama, Minas Gerais (8/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de ato de sindicalistas em apoio a sua candidatura, em São Paulo (7/8). Foto: Futura PressDilma durante ato com sindicalistas da CUT, UGT, CTB, NCST, CSB e Força Sindical (7/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de encontro e sabatina da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (6/8). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff visita sas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA)em semana se campanha (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasDilma almoça na Usina de Belo Monte (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasEm campanha pela reeleição à Presidência, Dilma visita obra em Belo Monte e posa para fotos e as tradicionais selfies com operários (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasPresidente Dilma Rousseff é vista durante visita à Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Jardim Jacy, em Guarulhos (4/8). Foto: Ichiro Guerra/PTPerfil de Dilma Rousseff no Instagram. Foto: Instagram/dilmarousseffDilma Rousseff usa suas contas em outras redes sociais, como o Facebook, para anunciar a entrada no Instragram (4/8). Foto: Facebook/Dilma RousseffAo lado de Lula, Dilma participa do lançamento da campanha de Josué Alencar, candidato ao Senado Federal pelo PT (1/8). Foto: Ichiro Guerra/PTPose para foto ao lado de eleitores no lançamento da campanha de Josué Alencar ao Senado. Foto: Ichiro Guerra/ PTCom candidato do PT em São Paulo, Alexandre Padilha (D), presidente Dilma Rousseff, participa da 14ª Plenária da CUT, em Guarulhos (31/7). Foto: Futura PressA presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, participa da 14ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores (31/7). Foto: Futura PressPresidente Dilma Rousseff é vista em palco durante evento da CUT em Guarulhos (31/7). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGPresidente Dilma Rousseff sorri durante encontro com empresários promovido pela CNI em Brasília (30/7). Foto: Ichiro Guerra/PTPresidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, participa de encontro com empresários na CNI (30/7)
. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma tem encontro com prefeitos em churrascaria em São João de Miriti, no Rio de Janeiro (24/7). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma presta homenagem a Neymar, que sofreu uma fratura na 3ª vértebra lombar e acabou fora da Copa do Mundo (7/7). Foto: Reprodução/InstagramAo lado de Lula, Dilma participa da convenção estadual do PT no Paraná. Evento lança a candidatura de Gleisi Hoffmann no Estado (3/7). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma Rousseff discursa na convenção estadual do PT do Paraná, em Curitiba (3/7). Foto: Heinrich Aikawa / Instituto LulaPresidente e candidata à reeleição participa também da convenção estadual do PT da Bahia (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma cumprimenta baiana em convenção do PT em Salvador (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma e Lula participam do lançamento da candidatura de Rui Costa (esquerda) ao governo da Bahia (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaJorge Wagner, atual governador da Bahia, também sobe ao palanque ao lado de Rui Costa, Lula e Dilma (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaPROS (Partido Republicano da Ordem Social) anuncia apoio à candidatura a reeleição de Dilma (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG Brasília94,5% dos filiados do partido decidem apoiar a reeleição de Dilma (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff discursa na convenção nacional do PROS (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPT realiza convenção que homologa a candidatura de Dilma à reeleição em Brasília (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaEx-presidente Lula participa da convenção do Partido dos Trabalhadores em Brasília (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaMichel Temer, candidato a vice na chapa de Dilma, também marca presença na convenção ao lado da presidente e de Lula (21/6). Foto: Cadu Gomes/DivulgaçãoFesta na convenção do PT que oficializou Dilma como candidata a reeleição para Presidência (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula faz questão de afirmar que não há divergências entre ele e a candidata. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDilma Rousseff posa para fotos na convenção nacional do PT que oficializa a sua candidatura à reeleição (21/6). Foto: Cadu Gomes/Divulgação

“A reforma política é uma emergência, mas não sairá sem pressão popular e iniciativa firme do novo governo”, diz Antônio Corrêa de Lacerda, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Apelidada de a “mãe” de todas as reformas, a proposta está há mais de duas décadas na pauta da Câmara e do Senado, mas não sai do papel em função de seu eixo central mexer no atual modelo de captação de recursos para campanhas eleitorais. Centrado em doações privadas, esse modelo presta-se a desvios de toda ordem, entre eles, a formação de caixa dois de campanhas.

Mais: Em campanha mais acirrada da história, Dilma é reeleita presidente da República

Graças à fraqueza moral de boa parte dos políticos, as doações privadas alimentam a promiscuidade e a corrupção no “toma-lá-dá-cá” em que se transformaram as relações do poder. No livro O Nobre Deputado, o juiz Marlon Reis, líder do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral e um dos principais responsáveis pela Lei da Ficha Limpa, é categórico ao apontar a via de mão dupla da influência do poder econômico nas eleições: o empresário que doa recursos para campanha faz, na verdade, um investimento que irá cobrar com voracidade do governo eleito e dos congressistas.

Na visão do cientista político Gaudêncio Torquato, a reforma política se transformou numa faca de dois gumes: é um dos grandes desafios que o novo governante terá de enfrentar e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de histórica de um acerto de contas com a corrupção que, segundo ele, corrói o poder e provoca estragos irreparáveis na vida do país cujos reflexos vão da economia aos projetos sociais. Ele ressalva, no entanto, que a doença não é nova.

“A corrupção vem do Brasil Colônia. Está no DNA da República”, afirma. O problema, segundo ele, é que nenhum governante ou regime teve coragem de fechar os dutos por onde escoam, conforme seus cálculos, cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas dos três entes federativos – União, Estados e municípios. Os amplos debates que se formaram sobre o tema durante a campanha eleitoral e a determinação da sociedade, conforme avalia Torquato, criaram ambiente para o governo enfrentar o Congresso e fazer a reforma.

Cerca de 500 entidades que participaram do plebiscito realizado em setembro – movimentos sociais, sindicatos e demais entidades da sociedade civil, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – darão início em janeiro de 2015 a uma nova jornada de mobilizações, desta vez mais intensa, para cobrar a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva e independente. O objetivo, segundo as entidades, será forçar o desenho de um novo sistema político e eleitoral através da reforma política.

Talvez por falta de pressão, a reforma política entrou timidamente na campanha, mas deverá se transformar num divisor de águas no novo governo e na legislatura que se instalará no Congresso a partir de fevereiro.

Antônio Corrêa de Lacerda acha que deputados e senadores podem reagir contra o fim do financiamento privado que, segundo ele, se não for proibido por sentença do Supremo Tribunal Federal (STF), deve vir pela pressão popular. Ele ressalta que se não houver pressão, a chance de uma iniciativa legislativa mudar o sistema é quase zero e alerta que, sem esforço do governo, o Congresso pode jogar o fim do financiamento privado para as calendas ou tentar “constitucionalizar” o atual sistema via emenda parlamentar.

O atual modelo, dizem os especialistas, só se mantém de pé porque representa uma espécie de “galinha de ovos de ouro” da política. Se não for mudado, porém, pode se transformar na maior fonte de crises em 2015. As denúncias envolvendo a Petrobras estarão no olho do furacão e deverão servir de combustível para conspirações, já que as CPI que trata do tema sobreviverá a eleição e pode recolar a corrupção na agenda política.

Um paralelo curioso, lembra Gaudêncio Torquato, é a eleição de 1989, quando o senador Fernando Collor se elegeu levantando a bandeira da corrupção. Empossado, Collor permitiu que seu então caixa de campanha, Paulo Cesar Farias, o PC, operasse o maior esquema de corrupção já descoberto no país. O escândalo geraria uma CPI, que terminou no primeiro impeachment de um presidente, justamente Collor, que virou as costas para o combate a corrupção, dela tentou se servir e, por causa disso, caiu.

Segurança

Demanda reprimida, a violência que consome 56 mil vidas por ano no Brasil ocupou lugar de destaque na agenda da campanha eleitoral deste ano e se transformou num dos grandes desafios do novo governo. “Estamos entre os cinco países mais violentos do planeta. Se somarmos as mortes por homicídio – que nas minhas contas chegam a 60 mil e não os 56 mil das estatísticas oficiais – com a violência no trânsito das cidades e nas estradas, perdemos 120 mil vidas por ano”, diz o coronel reformado e ex-secretário nacional de Segurança, José Vicente da Silva Filho.

O especialista diz que o enfrentamento emergencial da violência deve ter quatro eixos: identificar e atacar os bolsões de violência para estancar o que chama de hemorragia por resultar em mortes; mexer no instrumental jurídico – com mudanças que tornem a lei penal mais dura e mais eficiente contra o crime e a impunidade –, controlar as fronteiras fortalecendo o papel das Forças Armadas; e adotar o modelo de uma nova polícia brasileira.

“A segurança deveria entrar na agenda do governo como prioridade”, sugere Silva Filho. Segundo ele, os candidatos se desviaram da questão central do debate sobre a violência, que é, na sua opinião, a necessidade de unificar as polícias civis e militares. “Uma polícia mais moderna produziria com mais eficácia e seria mais econômica para os governos”, afirma.

Num estado como São Paulo – que gasta por ano R$ 12 bilhões em segurança, o equivalente ao orçamento de cerca de 15 estados mais pobres –, a unificação, conforme Silva Filho, resultaria imediatamente numa economia de 20%.

O tema segurança entrou com tanta força na campanha eleitoral que a presidente Dilma Rousseff chegou a propor mudanças na Constituição para que o combate deixe de ser uma atribuição exclusiva dos Estados. Dilma só não explicou o que a União faria, mas sugeriu que, além de estimular a integração das polícias através de centros de comando e controle – modelo que funcionou na Copa do Mundo – que o governo federal teria ações mais efetivas na prevenção e repressão a violência.

Economia

O economista Júlio Cesar Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica e professor da Universidade de Campinas (Unicamp) diz que a principal meta do governo que se instala em primeiro de janeiro deve ser a volta do crescimento e medidas que estimulem a competitividade de uma economia que tem apresentado resultados negativos nos últimos anos.

“O baixo crescimento prejudica o lado fiscal da economia e as expectativas do consumidor e do empresário”, observa Almeida. Segundo ele, um dos setores deixa de comprar e o outro, de investir.

“A primeira tarefa do governo é se debruçar no dilema de como voltar a ter crescimento”, diz o economista. Segundo ele, é necessário também equilibrar despesas e receitas que hoje apresentam descompasso em faixas que vão de 1% a 2% e 2% a 4%, respectivamente.

Júlio Cesar Gomes de Almeida acha que o governo terá de cortar despesas e rever a política de renúncia fiscal em determinados setores – como as dadas ao Programa de Sustentação de Investimentos (PSI) e em alguns itens de bens de consumo. Descendo aos detalhes da economia, o governo deve também, conforme sugere fiscalizar uma série de gastos, com o salário desemprego, uma vez que os indicadores de desemprego baixo sugerem que pode estar havendo “vazamento” ou uso indevido do benefício.

Leia tudo sobre: eleições 2014dilma rousseff

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas