Marina é segunda via do PSDB, diz Luciana Genro ao iG e à Rede TV!

Por iG São Paulo - | - Atualizada às

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Candidata do PSOL reconhece que pessebista lhe rouba votos, mas culpa desigualdade das campanhas; assista à entrevista

Vitor Sorano/iG
Candidata do PSOL à Presidência responde a perguntas na entrevista iG/Rede (18/9)

Marina Silva (PSB) é a segunda via do PSDB para a Presidência da República e ainda mais radical que Dilma Rousseff (PT) na defesa dos interesses do sistema financeiro, criticou a candidata do PSOL ao cargo, Luciana Genro, durante entrevista ao iG e à Rede TV! nesta quinta-feira (18).

"Marina, inclusive, eu vejo como uma segunda via do PSDB", disse Luciana aos jornalistas Amanda Klein (Rede TV!) e Rodrigo de Almeida (diretor de jornalismo do iG). "Marina chega a ser mais radical, entre aspas, no sentido de defender a independência formal do Banco Central, que hoje tem uma autonomia para justamente fazer o jogo dos banqueiros, e a gente vê claramente isso com a Dilma. O BC elevou a taxa de juros nove vezes em 12 meses."

Leia também: Com ajuda da internet, Luciana Genro dobra arrecadação do PSOL

Assista ao 1º bloco da entrevista de Luciana Genro ao iG e à RedeTV!:

iG/Rede TV entrevistam Luciana Genro – BLOCO 1

Assista ao 2º bloco da entrevista de Luciana Genro ao iG e à RedeTV!:

Assista ao 3º bloco da entrevista de Luciana Genro ao iG e à RedeTV!:


Luciana aproveitou o recuo de Marina sobre o casamento gay - após anunciar apoio, o partido voltou atrás e se comprometeu com a união estável, algo como já é permitido judicialmente no Brasil - para ironizar a candidata do PSB.

"A Dilma faz essa união estável dos banqueiros com o BC. A Marina que é contra o casamento civil igualitário, propõe o casamento formal do BC com os banqueiros. Já eu, que defendo o casamento civil igualitário, no caso do BC com os banqueiros não aceito nem a união estável nem o casamento."

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Luciana também criticou a apresentação de Marina como candidata que melhor representa a mobilização social que resultou nos protestos de junho de 2013, e com a nova política, como tem feito a campanha do PSB.

"Justamente porque ela defende esse modelo econômico que inviabiliza as reivindicações que o povo trouxe à tona em junho de 2013", disse a Luciana do PSOL, que acusou Marina de ceder ao agronegócio - ao dizer que nunca foi contra os transgênicos e ao defender o aumento da gasolina -, aos bancos - ao propor autonomia do BC - e aos "setores mais reacionários do Congressso", ao voltar atrás no programa de combate à homofobia.

"Não voto no meu pai"

Na entrevista, Luciana reconheceu entretanto que Marina - ao se apresentar como uma terceira via - tem conseguido roubar votos do PSOL. Ela culpa a desigualdade entre as campanhas eleitorais. O comitê de campanha presidencial do PSDB arrecadou R$ 19,6 milhões até o início de setembro e tem dois minutos no horário gratuito de TV, contra R$ 212 mil e 51 segundos do PSOL.

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"E quando os telejornais mostram apenas três candidatos, as pessoas ou pensam que só tem três mesmo ou que só tem três mesmo que são para valer e acabam muitas vezes escolhendo o menos pior para votar e jogando seu voto fora, porque votar no menos pior no primeiro turno é um desperdício", afirmou.

A candidata disse que as pesquisas de intenção de voto - que lhe dão 1% das intenções de voto - "muito induzem e menos refletem a realidade", e disse ter esperança de chegar ao segundo turno.

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Caso isso não ocorra, Luciana recomendou que os eleitores escolham o "menos pior", e não declarou seu voto em ninguém - nem mesmo no pai, Tarso Genro (PT), candidato ao governo do Rio Grande do Sul.

"Não, não voto no meu pai. Voto no candidato do PSOL, que é o Roberto Robaina. Ele também não vota em mim."

Veja imagens de Luciana Genro durante a campanha:

Luciana Genro participa de entrevista ao iG e a RedeTV! (18/9). Foto: Vitor Sorano/iGCandidata do PSOL à Presidência responde a perguntas na entrevista iG/Rede (18/9). Foto: Vitor Sorano/iGLuciana Genro chega aos estúdios da RedeTV para entrevista em parceira com iG nesta quinta-feira (18/9). Foto: Vitor Sorano/iGCandidata do Psol em encontro com jovens na USP (17/8). Foto: Facebook/Luciana GenroLuciana Genro, candidata do Psol à Presidência, faz caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo (17/9). Foto: PSOL A candidata à Presidência da República, Luciana Genro . Foto: Alice Vergueiro / Futura PressLuciana Genro visita ocupação Chico Mendes, do MTST (11/9). Foto: Facebook/Luciana GenroLuciana Genro conversa com jornalistas durante caminhada em Caixas do Sul (10/9). Foto: PSOL Luciana Genro adere ao projeto Presidente Amigo da Criança da Abrinq, em São Paulo (3/9). Foto: PSOL Candidata do PSOL à Presidência escuta Raul Ellwanger cantando "Solo le pido a Diós" durante visita ao Dopinha (23/8). Foto: Divulgação/PSOLLuciana Genro participa do debate "Por Mais Direitos" com o jurista Salo de Carvalho em Porto Alegre (30/8). Foto: Facebook/Luciana GenroLuciana Genro caminha por Santo André, região do Grande ABC de São Paulo (19/7). Foto: Facebook/Luciana GenroLucina Genro fez panfletagem na fila do restaurante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (11). Foto: : Fábio Pozzebom/ Agência BrasilLuciana Genro é candidata à Presidência pelo PSOL. Foto: Divulgação/PSOLCandidata à presidente Luciana Genro (PSOL)grava programa eleitoral nesta terça-feira (22), em Porto Alegre. Foto: Divulgação/PSOL

Luciana voltou a classificar Marina, Dilma e Aécio Neves - o candidato do PSDB - como "irmãos siameses" e os acusou de fugirem ao debate eleitoral."

"Ela [Marina] enrola, a Dilma enrola e o Aécio enrola. Eu não enrolo ninguém. Eu estou dizendo claramente que vou enfrentar interesses."

Luciana afirmou que controlaria a inflação segurando os preços administrados - como energia elétrica e gasolina, por exemplo - e aumentando a produção de alimentos, em oposição à agricultura voltada a outros fins. E ressaltou que o programa do PSOL não é "diretamente socialista"

"O programa do PSOL não é diretamente socialista, é um programa de transição, um programa que apresenta reformas radicais que acatam os interesses do capital, dos bancos, das grandes empreiteiras, dessa lógica do lucro se sobrepondo aos bem estar das pessoas."

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