Tucano, que tenta a reeleição em SP, já recebeu R$ 15,3 milhões; peemedebista soma cerca de R$ 10,3 milhões

Nas intenções de voto,  Paulo Skaf (PMDB) pode estar se aproximando de Geraldo Alckmin (PSDB) , o líder na disputa pelo governo de São Paulo. O mesmo não vale para o caixa de campanha: o tucano ampliou a vantagem contra o pemedebista em volume de doações, de 37% para 49%.

No início de agosto, quando as campanhas fizeram a primeira prestação de contas parcial desta eleição, Alckmin declarou ter recebido R$ 6 milhões. Naquela época, o governador tinha 50% das intenções de voto, segundo o Ibope. Skaf, com 11%, declarou R$ 4,4 milhões.

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Desde então, o pemedebista, que é presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), viu suas intenções de voto subirem para 23%, enquanto Alckmin, governador do Estado em busca de reeleição, caiu para 43%.

Apesar disso, Alckmin recebeu R$ 9,3 milhões desde o início de agosto, ou 55% a mais do que havia obtido até então. Skaf arrecadou 33% a mais, ou R$ 5,9 milhões. No total, o caixa do tucano soma R$ 15,3 milhões, ante R$ 10,3 milhões do pemedebista.

Os números foram adiantados ao iG  pelas equipes de campanha dos dois candidatos, e tiveram de ser declarados até esta terça-feira (2) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que fará a divulgação oficial no sábado (6).

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A equipe de Alexandre Padilha (PT) , que tem 7% das intenções de voto, não respondeu aos contatos da reportagem. O desempenho do ex-ministro da Saúde tem dificultado a arrecadação de recursos: na primeira prestação de contas parcial, no início de agosto, o candidato declarou ter recebido R$ 188 mil, ante R$ 2,3 milhões recebidos por Aloizo Mercadante, a opção petista em 2010, no mesmo período.

Arrecadações caem em relação a 2010

Na comparação com quatro anos atrás, o cenário de arrecadação está pior também para os dois candidatos melhor posicionados.

Até setembro de 2010 o comitê financeiro da candidatura de Alckmin ao governo do Estado havia conseguido juntar R$ 22 milhões, em valores atualizados, ou 43,8% a mais do que os R$ 15,3 milhões deste ano.

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Skaf, que em 2014 tem recebido as doações quase que exclusivamente pela conta do candidato - e não via comitê financeiro, como Alckmin - também viu os recursos minguarem. Em setembro de 2010, o pemedebista somava na conta da candidatura R$ 12,9 milhões, ou 25% a mais que os R$ 10,3 milhões deste ano.

O cenário ocorreu apesar de, em 2010, Skaf ter uma posição bem mais tímida nas pesquisas eleitorais. Segundo o Datafolha, em agosto daquele ano, o candidato tinha 2% das inteções de voto.

Limites de gastos sobem em relação a 2010

Apesar das dificuldades, todos os candidatos elevaram o teto de gastos informado ao TSE. Em 2010, o PT estimava investir até R$ 25,7 milhões para eleger Mercadante. Neste ano, o teto subiu para R$ 92 milhões, ou 57% a mais.

Paulo Skaf, que detém o maior limite de 2014 – R$ 95 milhões – havia previsto gastar R$ 63,6 milhões em 2010, quando concorreu pelo Partido Socialita Brasileiro(PSB), uma diferença de 49%. Alckmin prevê gastar até R$ 90 milhões, 22% a mais que os R$ 74 milhões de 2010.


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