Mesmo criticando o excesso de ministérios do governo federal, tucano elogiou ações econômicas e sociais do PT

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, participou nesta quarta-feira (27) de uma entrevista na sede do jornal O Estado de S. Paulo . Durante toda a conversa, o tucano criticou o governo da adversária Dilma Rousseff (PT). Aécio inclusive voltou a dizer que vai cortar metade dos ministérios atuais caso seja eleito em outubro.

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“É impossível administrar com 39 ministérios. Alguns ministros devem ver a Dilma só no debate”, ironizou Aécio, utilizando o ministério da Pesca e Aquicultura como exemplo de uma pasta que deve ser extinta, com suas funções sendo incorporadas pela da Agricultura.

Aécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, participa de entrevista no jornal O Estado de S. Paulo, nesta quarta-feira (27)
Divulgação/PSDB
Aécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, participa de entrevista no jornal O Estado de S. Paulo, nesta quarta-feira (27)


No governo Dilma, o ministério da Pesca e Aquicultura é ocupado por Eduardo Benedito Lopes, como indicação do PRB. “Garanto que consigo colocar um anzol numa vara de pescar melhor do que o ministro que está aí”, provocou o tucano.

Aécio deu indicações de que o ex-governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, deve ocupar um cargo central numa eventual administração dele. Segundo o tucano, Anastasia elaborou um estudo que mostra que um terço dos cargos comissionados do governo federal são dispensáveis.

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"O Brasil quer um Estado eficiente, que gaste menos com sua estrutura para gastar mais com as pessoas. Metade dos ministérios que está aí é suficiente para atender as demandas", reforço o tucano.

Mas o ex-governador também fez elogios à administração petista “Acho que o PT teve dois acertos: manter os pilares macroeconômicos e a unificação dos programas sociais. São virtudes", disse ele, que elogiou ainda a postura de Dilma em relação ao escândalo de espionagem do governo americano no Brasil.

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"Acho que naquele momento, ela manifestou uma indignação da sociedade brasileira. Se o gesto mais adequado era cancelar a viagem eu não sei. Mas ela acertou ao manifestar a indignação brasileira com a situação. Não acho que alguém por estar em outro campo político está todo errado”, afirmou Aécio, citando o fato de Dilma ter cancelado sua visita oficial aos EUA quando o escândalo veio à tona, em setembro de 2013.

Sou mais preparado do que Marina

O tucano também se mostrou crítico em relação à oponente Marina Silva (PSB), que o ultrapassou e abriu vantagem nas pesquisas de intenções de voto divulgadas nas últimas 24 horas pelo Ibope e pela CNT/MDA .

Aécio afirmou que é mais preparado do que Marina para governar. E continuou dizendo que o PSDB é "a oposição a esse modelo que está aí. Não oposição circunstancial, construída agora", anfinetou.

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Com o avanço da disputa presidencial, segundo ele, Marina poderá mostrar suas ideias. "Todos nós sofremos a morte de Eduardo Campos. A candidata Marina vai ter a oportunidade de mostrar suas ideias e ai sim o eleitor vai ter a opção de fazer sua opção definitiva".

Durante toda a entrevista, Aécio fez questão de frizar que tem um projeto de mudança para o Brasil, com política fiscal "transparente e responsabilidade com o resgate da credibilidade perdida". Para ele, "o fracasso" do governo Dilma é a razão pela qual a população quer mudança.

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