Investigado pelo PT, deputado era acusado de abuso econômico por colegas em 2010

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Sócio de uma empresa de ônibus e membro de uma cooperativa de perueiros, Moura foi acusado de participar de uma reunião com supostos integrantes do PCC

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Ao menos meia dúzia de parlamentares do PT criticam, em conversas reservadas, os métodos de ação do deputado petista Luiz Moura, que atua na zona leste de São Paulo. Em 2010, esses petistas enviaram recados ao então presidente Lula, a fim de tentar impedir sua eleição à Assembleia paulista. Sócio de uma empresa de ônibus e integrante de uma cooperativa de perueiros, Moura foi acusado por um assessor do governo de São Paulo de participar de uma reunião com supostos integrantes de uma facção criminosa. O PT formou uma comissão para acompanhar o caso. Moura foi ouvido ontem pelos colegas de partido. Ex-presidiário e hoje detentor de um patrimônio de R$ 5,1 milhões, ele também é acusado por colegas de abuso de poder econômico.

Leia mais: Deputado acusado de elo com o PCC diz que só entrega mandato na Justiça

Em sua campanha, teria oferecido ônibus fretados para grupos religiosos, escolas de samba e times de futebol da região. Adversários internos do PT também teriam sido impedidos pelo então candidato de fazer campanha em seu reduto, o bairro de Guaianazes. Moura se defendeu ontem no plenário da Assembleia. Negou ter um patrimônio milionário. Segundo ele, o valor declarado da empresa é pro soluto (uma figura contábil que não indica o valor real). Confirmou ter participado da reunião em uma cooperativa, mas negou ligação com organizações criminosas. Ele usou uma declaração do secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, como “prova” de que não é investigado por relação com grupos criminosos. O deputado também colocou em dúvida afirmação do assessor de que havia treze integrantes de uma organização criminosa na reunião.

Torcida favorável

Enquanto fazia seu discurso, Luiz Moura era apoiado por uma barulhenta plateia, presente para lhe prestar solidariedade. Além de aliados do PT, líderes de partidos da base governista como Campos Machado (PTB) e José Bittencourt (PSD) também se manifestaram em favor do colega.

Desistência favorece Pezão

A decisão de Sérgio Cabral de não concorrer mais ao Senado no Rio – segundo revelou o presidente local do PSD, Índio da Costa – foi considerada uma vitória de um grupo da campanha de Pezão que entendia não ser conveniente a entrada do ex-governador na disputa por causa de seu índice de rejeição. O grupo defende que Pezão se descole do governo de Cabral. E avaliava que a candidatura ao Senado traria desgastes à campanha. A ação do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, que exigiu um lugar na chapa para o PSD (a vice já havia sido prometida ao PDT), acelerou o processo. Pezão mostrou a Cabral que essa seria a melhor solução para tentar garantir a vitória na eleição.

Movimentos em favor da Copa

Alguns grupos de jovens militantes de esquerda que participaram dos movimentos de junho do ano passado se mobilizam agora em favor da Copa do Mundo. Alegam que setores da imprensa estariam tentando manipular notícias para fomentar a onda de protestos contra a organização da competição no País. Um dos atos em discussão é um protesto em frente à sede de um grande jornal da cidade de São Paulo, que já foi alvo de manifestações neste ano.

Comunista será vice na chapa de Tarso Genro

A ex-secretária estadual de Turismo Abgail Pereira foi escolhida pelo PCdoB para ser vice na chapa do governador gaúcho Tarso Genro (PT), candidato à reeleição. Com isso, o PTB vai indicar o suplente do candidato ao Senado, o ex-governador Olívio Dutra (PT). A ex-senadora Emília Fernandes (PCdoB) abriu mão da candidatura em favor de Olívio, o que obrigou o novo arranjo.

“Nós temos toda a arquitetura democrática, menos a alma”, Fernando Henrique, ex-presidente da República, em um seminário em seu instituto, ao defender a regulação da mídia.

*Com Leonardo Fuhrmann

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