Campos pode ter de escolher palanque no Rio Grande do Sul

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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PP e PMDB disputam a preferência para coligar com o PSB no Estado gaúcho

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Com dificuldade de conseguir palanques fortes em outros estados, o presidenciável Eduardo Campos pode ter opções de escolha no Rio Grande do Sul. PP e PMDB disputam a preferência. A vantagem do PP é a força da candidatura ao governo da senadora Ana Amélia. O problema é a rejeição ao partido por setores socialistas. O PMDB tem duas alternativas para concorrer ao Piratini: o ex-prefeito de Caxias Ivo Sartori e o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski. O comando do PSB gaúcho já sonha em indicar um vice para Ana Amélia e oferecer ao PMDB a vaga ao Senado. O arranjo é considerado difícil. O PMDB gaúcho apoiou José Serra na eleição passada e hoje cogita estar ao lado de Dilma. A coligação com Aécio Neves não está em discussão.

O deputado Vieira da Cunha (PDT) já anunciou sua candidatura ao governo gaúcho e diz que existe dentro do partido um movimento em favor de Eduardo Campos, assim como há pela candidatura própria e apoiadores de Dilma Rousseff. “A decisão sobre os palanques regionais deve influenciar a coligação nacional”, acredita. Se o quadro gaúcho é tão incerto, as possibilidades dos socialistas em São Paulo e no Rio começam a clarear. O deputado Márcio França, presidente do PSB paulista, anunciou a colegas de partido que pretende ser candidato a governador. Ele era contra a candidatura própria. No Rio, há conversas para o apoio à candidatura ao governo do deputado Miro Teixeira (Pros), preferido pela Rede. Ele admite as negociações, mas considera cedo para falar em acordo. “A decisão só vem depois do carnaval e do desfile das campeãs”, brinca.

PE: CUT não quer apoiar Monteiro

O petista e presidente da CUT de Pernambuco, Carlos Veras, resiste a dar apoio a Armando Monteiro, candidato a governador do PTB. Ele cobrou participação nas conversas sobre a posição do PT na eleição. Veras defende candidatura própria.

Ligados a Freixo já passam de 45 mil

Criada anteontem, a página no Facebook “Eu tenho ligação com o Marcelo Freixo” ironiza a acusação de que autores do disparo do rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade seriam ligados ao deputado do Psol do Rio. Já passa de 45 mil curtidores.

MP-SP: campanha antecipada vale

Procurador-geral de Justiça de São Paulo três vezes, Luiz Antonio Marrey já trabalha para voltar ao cargo. Rivais brincam que, se fosse pelas leis eleitorais, ele seria condenado por campanha antecipada. O registro das candidaturas é em março.

PT paulista contra divisões em ano eleitoral

O PT paulista quer evitar o desgaste de uma divisão interna em ano eleitoral pela liderança do partido na Assembleia Legislativa. Os petistas fazem oposição quase sozinhos ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição. João Paulo Rillo e Antonio Mentor aspiram o posto de líder do PT e parecem dispostos a levar a disputa até o fim.

O teatro de São Paulo pensa a política

“O que você pensa sobre o Brasil de hoje?” A pergunta é o mote para a companhia teatral Antropofágica reunir artistas neste fim de semana no Tendal da Lapa, em São Paulo. O ato é uma segunda edição da Feira Paulista de Opinião, organizada em 1968 pelo dramaturgo e diretor Augusto Boal para debater os rumos da arte após a publicação do AI-5. O objetivo agora é discutir os problemas do País e reunir grupos que fazem arte no centro da cidade, periferias, ocupações e assentamentos.

“A nossa posição é votar e derrotar os projetos que estão trancando a pauta pelo regime de urgência. E depois apresentá-los de novo sem urgência constitucional”

Eduardo Cunha, parlamentar do Rio, líder do PMDB na Câmara dos Deputados

*Com Leonardo Fuhrmann

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