Sem Lula, Dilma dá a largada na campanha presidencial

Por iG Brasília | - Atualizada às

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Fugindo à regra, presidente vai liderar sem o padrinho político o ato que abrirá sua campanha de reeleição; PT trabalha para amarrar alianças e acelerar arrecadação

Fugindo à regra que marcou toda a campanha presidencial de 2010, a presidente Dilma Rousseff vai discursar nesta noite para uma plateia de militantes do PT sem ter ao seu lado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma será a principal estrela da festa do aniversário de 34 anos do partido, que foi inteiramente idealizada para servir como ponto de partida de sua campanha de reeleição.

Poder Online: Festa para dar a largada na campanha de Dilma não terá Lula

Lula e Padilha inauguram caravanas do PT pelo Estado de São Paulo

Lula, que tradicionalmente dá suporte à sucessora na hora de subir no palanque, estará em Nova York, onde fará uma palestra e terá uma reunião com o ex-presidente americano Bill Clinton.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula
PT decidiu encarar o evento de hoje, sem Lula, como uma espécie de teste para Dilma (d.)

Dilma, portanto, dividirá o palco com alguns dos principais candidatos do PT nos estados, como é o caso do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha e do senador Lindbergh Farias, que disputarão respectivamente os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A expectativa da direção partidária é de que mais de 2 mil pessoas compareçam ao Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, escolhido para sediar o ato. Para o evento, o PT preparou um novo slogan, que deve ser incorporado à pré-campanha de Dilma: “Sempre em frente, sempre à frente”, diz o material que será usado para ilustrar toda a identidade visual relacionada ao aniversário do PT.

Embora não contasse com a ausência de Lula – segundo petistas houve uma confusão na agenda internacional do ex-presidente -, o PT decidiu encarar o evento de hoje como uma espécie de teste. De acordo com a direção partidária, o encontro acabará servindo para medir a capacidade de Dilma de puxar sozinha a militância, agora que já passou mais de três anos à frente do Palácio do Planalto.

Isso porque um dos pontos centrais da estratégia eleitoral do PT é justamente lançar Dilma e Lula em agendas de campanha independentes. Ou seja, duplicar a presença em colégios eleitorais estratégicos, atuando como se o partido tivesse dois candidatos à Presidência.

Reprodução
Logomarca do evento que marca o início da campanha presidencial do PT

“É claro que o Lula conversa com as nossas emoções e tem uma relação inigualável com a militância do PT. Mas a avaliação que nós fazemos hoje é a de que, ao longo desses anos no governo, a presidente Dilma já adquiriu seu próprio simbolismo”, avalia Francisco Rocha, o Rochinha, integrante da direção partidária e um dos principais responsáveis pela estratégia de mobilização do PT.

Estratégia

Em tese, o ato desta segunda-feira tem por objetivo apenas dar a “largada simbólica” na campanha. Na prática, o PT já comanda todas as conversas para a montagem da equipe que cuidará da estratégia eleitoral e a definição de alianças.

Dilma escalou o novo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para comandar as conversas junto aos partidos que integram a base, tendo na reforma ministerial uma das ferramentas para selar os apoios para a corrida presidencial. Dilma, até agora, tem engatilhados os apoios do PMDB, PP, PSD, PROS, PTB, PCdoB, PDT, PR e PRB, e caminha para fechar PTB e PMN.

Em paralelo, o PT começou a definir a equipe de campanha, mas o número de integrantes da coordenação já confirmados ainda é pequeno. Além do coordenador-geral Rui Falcão, uma das confirmações é Edinho Silva, ex-presidente do PT paulista, que deverá cuidar da parte financeira da campanha.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com suporte informal de nomes como o ex-ministro Antonio Palocci, é quem vem liderando as conversas com empresários para alavancar as doações para a campanha presidencial petista.

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