Papa 'esqueceu' nomeação de dom Murilo

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Nomeação do arcebispo de Salvador a cardeal era mais esperada pelos católicos do que a nomeação de dom Orani Tempesta

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Mais do que a nomeação do arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, como novo cardeal o que mais causou surpresa em setores da Igreja Católica foi a não indicação para o mesmo posto, pelo papa Francisco, do arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger. O Rio é sede cardinalícia, como também é São Paulo e Salvador. Em Salvador, estiveram à frente da arquidiocese cardeais com atuações marcantes na Igreja como dom Lucas Moreira Neves (morto em 2002), dom Avelar Brandão Vilela (morto em 1986) e dom Geraldo Majella, arcebispo emérito e ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Outras arquidioceses no Brasil também tiveram cardeais – como Fortaleza e Aparecida -, embora não sejam consideradas sedes cardinalícias.

O novo papa, diferentemente de seu antecessor, Bento XVI, tem adotado posições mais próximas de correntes moderadas ou “progressistas”. Defende causas sociais, por exemplo. Dom Murilo é mais alinhado aos grupos “conservadores”. É próximo à Renovação Carismática Católica. Segundo observadores, ele pode ter sido preterido também por haver se tornado, no passado, um devoto de Nossa Senhora de Medjugorje. Em 1981, três adolescentes afirmaram ter visto Nossa Senhora no céu de Medjugorje, vilarejo no sul da Bósnia. Essas aparições tornaram-se um fenômeno. Dom Murilo viajou para lá como romeiro. A então conferência episcopal iuguslava considerou que não havia nada de sobrenatural. O Vaticano chegou a ordenar o confinamento do líder dos videntes, o padre Tomislav Vlasic, apontando-o como um “manipulador de consciências”.

Líderes ao Senado no Rio descartam candidatura

Líder nas pesquisas ao Senado, o deputado estadual Wagner Montes (PSD) deve tentar a reeleição para continuar no Rio. Ele tem contrato com a TV Record e um salário polpudo. Como senador, teria de ir para Brasília e perderia o posto na emissora. Além do salário, é claro. Já o deputado federal Romário (PSB), que aparece em segundo na pesquisa, também descarta a possibilidade de ser senador agora. O ex-jogador é um trunfo para o PSB. Leia-se: puxador de votos nas eleições proporcionais.

Aníbal e Covas, alternativas a Serra

O presidente do PSDB paulista, deputado Duarte Nogueira, afirma que o partido no Estado deseja lançar candidato próprio a senador. Para ele, além do ex-governador José Serra, os secretários José Aníbal e Bruno Covas são exemplos de bons nomes para a disputa ao Senado. O dirigente admite que Serra não se manifestou sobre a possibilidade.

Franklin diz que não

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação durante o governo do presidente Lula, o jornalista Franklin Martins afirma ao Mosaico Político que não tem conversas com a direção nacional do PT para colaborar com a comunicação da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição.

União responde por violações a direitos

O TRF-3 decidiu que a União é co-responsável pela Unidade Experimental de Saúde do governo paulista. A unidade foi criada para Champinha, hoje com 26 anos, um dos autores do assassinato de Liana Friedenbach e Felipe Caffé, cometido há dez anos. Depois de três anos internado, punição máxima a adolescentes no Brasil, ele foi transferido para lá. Organismos internacionais consideram o local uma violação aos direitos humanos por não haver amparo legal para sua criação. O MPF destaca que, apesar do nome, o local não tem médicos e não fazia tratamento nem laudos. No mês passado, o STJ negou a saída de Champinha de lá.

“Os presos são expostos, como troféus, ao julgamento do público. A medida deixa de ser um expediente de segurança para tornar-se um ato de humilhação”

Magno Malta, Senador (PR-ES), relator do projeto que regulamenta o uso de algemas

*Com Leonardo Fuhrmann e Eduardo Miranda

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