Família de Genoino vê sentimento de vingança do STF em ordem de prisão

Por Brasil Econômico - Mosaico Político |

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Estado de saúde do petista inspira cuidados e, segundo familiares, ele não poderia estar em cela comum

Brasil Econômico

A família do deputado José Genoino (PT-SP), um dos condenados no caso do mensalão preso na sexta-feira (15), pede à Justiça o direito de ele cumprir a pena em prisão domiciliar. A solicitação foi encaminhada ontem pelo advogado Luiz Fernando Pacheco. Mas a família não está nada otimista. Avalia que existe um “sentimento de vingança” e, se depender de juízes do STF, Genoino “pode até morrer”. Segundo familiares, o estado de saúde do deputado inspira cuidados e ele não poderia permanecer em cela comum. Por orientação médica, não pode passar por situações de stress e toma vários medicamentos. No sábado, durante deslocamento de avião de São Paulo para Minas Gerais, Genoino teve uma crise de pressão alta. Passou mal devido à despressurização da aeronave.

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Genoino passa mal em sua primeira noite em presídio de Brasília

Genoino viajou pela primeira vez de avião depois de uma cirurgia, em julho. Foi operado após a constatação de um aneurisma dissecante da aorta (quando a parede interna passa a abrir em camadas e provoca hemorragias). A cirurgia foi realizada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Dois dias depois da operação, ele teve um derrame. Deixou o hospital em agosto. De acordo com um médico ouvido, Genoino foi orientado a se afastar das atividades no Congresso e “de qualquer contenda política”. Quem conseguiu sua internação no Sírio-Libanês foi o ex-presidente Lula. Ele ligou imediatamente para o seu médico particular, Roberto Kalil, e pediu para atender o deputado. Lula visitou o deputado e telefonou várias vezes. Genoino se considera um “injustiçado”. Diz que, como presidente do PT, não se interessava pela área financeira e “só assinava documentos”.

Votos de fé

As igrejas evangélicas terão um papel de destaque na eleição ao governo do Rio de Janeiro. Dois candidatos, Garotinho (PR) e Marcelo Crivela (PRB), são evangélicos – o primeiro presbiteriano e, o segundo, bispo da Universal do Reino de Deus. O senador Lindbergh Farias (PT) terá o apoio da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, do polêmico pastor Silas Malafaia. O vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) deve contar com a ajuda da Sara Nossa Terra - igreja a qual o líder peemedebista na Câmara Eduardo Cunha é ligado – e da Convenção Nacional das Assembleias de Deus, do bispo e ex-deputado Manoel Ferreira. Pezão e Cunha têm participado de eventos organizados por Ferreira.

Muito cacique

Indicado pelo PRB para a Secretaria de Desenvolvimento do governo Alckmin, o empresário Rogério Hamam não vive “um bom momento” com o seu partido, segundo aliados do governo tucano. Hamam tem reclamado a pessoas próximas por “não ter autonomia” na pasta.

Dúvida angustiante

O deputado estadual paulista Tito do PT viveu um dilema. Suplente nas eleições de 2010, ele assumiu o mandato no início deste ano. Em 2012, disputou a eleição para prefeito em sua cidade, Sumaré, e ficou em segundo lugar. Agora, a prefeita Cristina Carrara (PSDB) foi cassada, junto com o seu vice e o presidente da Câmara. Tito deve ser nomeado prefeito.

Deputado decide assumir, mesmo diante de risco

O problema é que a prefeita, o vice e o presidente da Câmara de Sumaré recorreram da cassação ao TSE. Momentaneamente, a decisão está suspensa. O mérito deve ser julgado até 2014. E Tito tem de renunciar ao mandato de deputado para assumir. Se houver uma reviravolta, ele pode ficar sem as duas funções. Ainda assim, já decidiu que assumirá a prefeitura.

Marie Paule Kieny, diretora-geral assistente da Organização Mundial de Saúde (OMS), ao defender o Mais Médicos como solução temporária: “Esse é apenas um começo, uma intervenção de curto prazo para o Brasil desenvolver suas equipes médicas”


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