Antes do golpe de 64, pesquisas davam apoio ao governo Jango

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Presidente deposto teria grandes chances de vitória caso disputasse as eleições do ano seguinte, revela historiador

Brasil Econômico

Divulgação
O ex-presidente João Goulart, morto em 1976

Deposto pelo regime militar, em 1964, o presidente João Goulart não apenas tinha altos índices de aprovação, como grandes chances de vitória caso disputasse as eleições no ano seguinte. A conclusão é do professor Luiz Antonio Dias, chefe do Departamento de História da PUC-SP. O historiador analisou uma série de pesquisas feitas pelo Ibope às vésperas do golpe de 1964, mas não divulgadas à época. A análise de Dias está em uma reportagem da revista Carta Capital, que chega às bancas nesta sexta-feira (1º), feita pelo jornalista Rodrigo Martins. Esses documentos permaneceram ocultos até 2003, quando o Ibope doou o seu acervo para o Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp. Mas até hoje a maior parte dos dados permanece desconhecida.

Conheça a nova home do Último Segundo

Leia outras colunas do Mosaico Político

Na visão consagrada pela mídia, Jango estava isolado e divorciado da opinião pública em 1964 e sofria os impactos da crescente rejeição popular às reformas propostas pelo governo. Com efeito, a imprensa tradicional clamava por uma intervenção das Forças Armadas capaz de pôr fim à ameaça comunista representada por ele. Os militares não tardaram a atender o apelo. As pesquisas de opinião do período, contudo, provam o contrário. Em São Paulo, 72% da população aprovava o governo Goulart. Entre os mais pobres, a popularidade chegava a 86%. Encomendada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), a pesquisa ouviu 500 entrevistados na capital paulista entre 20 e 30 de março de 1964, com procedimentos metodológicos e estatísticos bastante semelhantes aos atuais, garante o Ibope. Mas permaneceu oculta por quatro décadas.

Economista ligado ao PT diz que Haddad deu “tiro no pé”

Ex-secretário de finanças de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo e economista ligado ao PT, Amir Khair disse que o prefeito de São Paulo Fernando Haddad deu um tiro no próprio pé ao impor um aumento do IPTU com índices médios bem acima da inflação, de 20% para imóveis residenciais e de 35% para os comerciais. “Em São Paulo, um terço dos cidadãos são isentos do tributo, sobrecarregando os dois terços restantes. Esse aumento vai penalizar principalmente a classe média e os pequenos e médios empreendedores. Para os grandes, o gasto com o IPTU é pequeno diante do faturamento”, observa.

Khair diz que Dilma e Padilha serão prejudicados

Para Khair, Haddad deve enfrentar daqui para a frente grande pressão da população que, revoltada, pode ir às ruas novamente para se manifestar contra o imposto. “Se houve toda aquela mobilização em torno do aumento de 20 centavos na passagem de ônibus, imagine a insatisfação que não vai gerar quando os carnês de IPTU começarem a chegar na casa das pessoas a partir de janeiro”, avalia. Em sua opinião, o aumento do IPTU de São Paulo terá impacto nas eleições do ano que vem. “Tanto a Dilma quanto o Alexandre Padilha serão prejudicados eleitoralmente pela medida”. Na opinião do ex-secretário, o prefeito deveria realizar uma auditoria sobre os custos das empresas de ônibus antes de aumentar o subsídio municipal para o transporte público que vai subir de R$ 1,4 bilhão para 1,6 bilhão no ano que vem.

Deputados reclamam de De Grandis ao MP

Os deputados do PT Renato Simões, Ricardo Berzoini, Edson Santos e José Guimarães encaminharam representação ao Conselho Nacional do Ministério Público contra o procurador Rodrigo De Grandis por ele não ter colaborado com autoridades suíças para investigar a Alstom.

Procurador não cumpriu dever, diz Simões

Segundo o deputado Renato Simões, “pelo que apontam os noticiários e as evidências”, o procurador De Grandis “descumpriu os princípios constitucionais e deveres funcionais ao deixar de encaminhar investigação sobre práticas de corrupção de agentes públicos ligados ao Governo do Estado de São Paulo”.

Cesar Maia diz que Serra desistirá de concorrer

O ex-prefeito do Rio Cesar Maia fez uma análise, em seu “ex-blog”, de idas e vindas de candidaturas de José Serra e previu que, em dezembro de 2013, ele desiste de concorrer à Presidência da República. Segundo Maia, a mágoa de Serra aumentou.

Aécio Neves, senador e pré-candidato do PSDB à presidência: “O ex-presidente Lula tem que parar de brigar com a história. Se não houvesse o governo do presidente Fernando Henrique, com a estabilidade econômica, com a modernização da economia, não teria sequer havido o governo do presidente Lula”.

Leia tudo sobre: mosaico político

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas