Quem tem que fazer campanha é quem quer meu lugar, diz Dilma

Por Reuters |

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Questionada se estava com o discurso afiado para buscar a reeleição, presidente rejeitou a comparação: 'Não estou pronta para discurso de campanha, estou pronta para defender o meu governo.'

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A presidente Dilma Rousseff rejeitou que esteja fazendo campanha para a reeleição quando defende as ações e os números do governo e afirmou em entrevista a rádios gaúchas nesta sexta-feira que quem precisa fazer campanha são aqueles que querem o seu lugar.

"Eu não faço campanha, porque todo o resto tem que fazer campanha porque quer o meu lugar. Eu estou sentada neste lugar e estou exercendo o governo. A troco de que eu vou fazer campanha? Tenho que governar", disse Dilma.

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma participa de formatura do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, em Osório (RS)

Ela voltou a defender que a taxa de desemprego no país continua baixa, apesar de estar há seis meses sem ceder, que a inflação está sob controle e que o Brasil não é alvo da desconfiança de investidores internacionais.

"É escandaloso que alguém diga que o desemprego cresceu. O fato é que o Brasil nunca teve uma taxa tão baixa de desemprego", disse a presidente, comparando a geração de 826 mil novas vagas formais de emprego no primeiro semestre desse ano ao volume de empregos criados durante o primeiro governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 1998.

"Esse é o ponto, é outra situação macroeconômica (comparada à época de FHC), somos capazes para criar 826 mil empregos (no semestre). Em quatro anos 4,4 milhões (de novas vagas)", argumentou.

A taxa de desemprego do Brasil surpreendeu em junho ao subir para 6%, marcando o sexto mês seguido que não cede e o patamar mais alto desde abril de 2012, ao mesmo tempo em que o rendimento da população caiu pela quarta vez seguida.

Questionada se estava com o discurso afiado para buscar a reeleição, Dilma rejeitou que esse fosse o objetivo da comparação. "Não estou pronta para discurso de campanha, estou pronta para defender o meu governo."

Dilma também repudiou as críticas que apontam desconfiança dos investidores no Brasil e lançam dúvidas sobre o interesse nos programas de concessão em infraestrutura, uma das apostas do governo para manter o nível de geração de empregos e dar impulso ao crescimento econômico. A presidente questionou como é possível esse cenário de desconfiança diante do volume de Investimento Externo Direto (IED) que tem ingressado no país nos últimos meses.

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