Ex-ministro da Justiça Saulo Ramos morre no interior de São Paulo

Por iG São Paulo |

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Jurista e escritor fez parte do ministério do governo de José Sarney entre os anos 1989 e 1990. Aos 83 anos, o ex-minintro sofria de problemas cardíacos e fazia hemodiálise

Ex-ministro da Justiça, ex-consultor-geral da República, jurista e escritor, Saulo Ramos, de 83 anos, morreu neste domingo (28), no fim da tarde, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ramos, que nasceu em Brodowski, sofria de problemas cardíacos e fazia hemodiálise. 

Agência Brasil/Arquivo
Saulo Ramos em evento em Brasília, em 2011

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Ramos, que era jurista e escritor, fez parte do ministério do governo de José Sarney, entre os anos 1989 e 1990. Ele também trabalhou com o ex-presidente Jânio Quadros. O ex-ministro morreu em casa, por volta das 18h30, após ficar hospitalizado por meses.

Ele foi sepultado na tarde desta segunda-feira, no Cemitério Cristo Redentor, em Brodowski (SP). Mais de 200 pessoas acompanharam o velório na Câmara Municipal

Sarney ficou abalado com a notícia e lamentou a morte do ex-ministro, a quem disse considerar "mais do que um irmão". O senador foi ao velório, bem como a prefeita de Ribeirão Preto, Darcy Vera, o presidente do conselho do Bradesco, Lázaro de Melo Brandão, ex-secretários estaduais, deputados e outros políticos. Sarney não saiu do lado do caixão até o fim do enterro.

Ramos foi casado três vezes e tinha apenas o filho Fernando Saulo Ramos, que contou que o pai estava internado desde dezembro do ano passado com problemas renais e de coração. "Seu maior legado foi deixar essa imagem maravilhosa da pessoa que foi", disse o filho.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, divulgou na noite deste domingo uma nota de pesar, na qual classifica Ramos como um "jurista exemplar". "É com tristeza que recebemos a notícia do falecimento do ex-ministro da Justiça José Saulo Pereira Ramos. Jurista refinado e exemplar, teve participação fundamental no processo de restauração da democracia e do estado de direito no país. Nossos sentimentos e orações à família", diz o texto.

Trajetória

Além dos cargos políticos, Ramos se destacou pela sua atuação como advogado. Em 1992, foi contratado pelo Senado Federal para conduzir a ação que decidiu pela cassação dos direitos políticos do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que acabou renunciando antes de sofrer o impeachment.

Em 2007, o ex-ministro lançou o livro O Código da Vida, espécie de coletânea de memórias, onde conta sua trajetória de vida e fatos que marcaram a história do País, entre os quais a renúncia de Jânio Quadros.

*Com AE e Agência Estado

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