AGU abre processo contra três investigados na Operação Porto Seguro

Por Agência Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Deflagrada no final do ano passado, a operação investigou a venda de pareceres técnicos em órgãos públicos para atender a fins privados

Agência Brasil

 A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta sexta-feira (8) a abertura de processos administrativos para apurar responsabilidades de três advogados públicos investigados pela Operação Porto Seguro. Deflagrada no final do ano passado, a operação investigou a venda de pareceres técnicos em órgãos públicos para atender a fins privados.

Saiba mais: PF encerra inquérito sobre a Operação Porto Seguro

Entenda: Projeto suspeito no Porto de Santos motivou ação da PF, diz procuradora

Enfrentarão processo administrativo José Weber Holanda, ex-adjunto do advogado-geral-da União; Glauco Alves Cardoso Moreira, então procurador-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Jefferson Carús Guedes, ex-vice-presidente jurídico dos Correios. Eles foram afastados das funções de confiança, mas continuam no quadro de servidores da AGU porque são concursados. Caso as acusações sejam confirmadas, podem ser demitidos.

Segundo a AGU, os indícios que levaram à abertura de processos administrativos são os mesmos relatados no inquérito da Polícia Federal e na denúncia do Ministério Público, que corre na esfera criminal. Segundo regras internas da AGU, os processos envolvendo José Weber e Glauco Moreira ficarão com a Procuradoria-Geral Federal (PGF), enquanto Carús será processado pela Corregedoria da Advocacia da União.

Leia também: Ministro diz que ‘é normal’ processo na CGU para investigar Rosemary

Os processos administrativos foram abertos com base em relatório apresentado no final de janeiro por uma comissão de sindicância. Em tese, o prazo para conclusão dos processos é 60 dias, mas pode ser prorrogado caso haja necessidade.

A comissão de sindicância também encontrou indícios de participação de outros advogados públicos no esquema de venda de pareceres, fatos que ainda serão apurados internamente antes da abertura de novos processos administrativos. Segundo a AGU, os nomes não serão revelados enquanto os indícios não forem confirmados. Por outro lado, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, já foi eximido de qualquer culpa.

Leia tudo sobre: aguoperação porto seguro

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas