Procurador-geral confirma que denunciou Renan por três crimes ao STF

Por Agência Estado |

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Peemedebista, que deve ser eleito presidente do Senado, pode virar réu se a Corte aceitar as acusações de Gurgel; caso foi responsável por renúncia ao cargo em 2007

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O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, confirmou nesta sexta-feira (1º) ter denunciado o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato. A íntegra da denúncia, publicada pela revista Época, será analisada pelo STF em data ainda não prevista. Se aceita, Renan passará da condição de investigado para a de réu.

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Favorito na disputa do Senado, Renan deve se eleger hoje presidente para o próximo biênio (2013-2014). Ao chegar ao Congresso, o peemedebista se disse confiante e evitou falar sobre as denúncias de Gurgel

A investigação foi aberta depois do surgimento de suspeitas de que o senador tinha despesas pessoais pagas por um empresário. Para justificar o dinheiro usado, por exemplo, para o pagamento de pensão a uma filha que teve fora do casamento, ele apresentou documentos que, segundo o procurador, são falsos. "O peculato é em relação à utilização daquela verba de representação que os senadores têm e que cuja utilização tem de ser comprovada. E ele comprovou isso com notas frias", explicou Gurgel.

Na época do escândalo, em 2007, Renan foi acusado de ter esses gastos bancados por lobista de uma empreiteira. Por conta desse caso, ele acabou renunciando à presidência do Senado para não perder o mandato. 

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