Teori Zavascki toma posse como ministro do Supremo

Cerimônia durou apenas 15 minutos e se restringiu ao protocolo; novo ministro ficou bastante emocionado ao encontrar sua mãe, que estava no plenário do STF

iG São Paulo | - Atualizada às

O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, tomou posse na tarde desta quinta-feira (29), em cerimônia breve com a presença de autoridades dos Três Poderes, amigos e familiares. Zavascki assume a vaga deixada por Cezar Peluso, que se aposentou compulsoriamente ao completar 70 anos no início de setembro. 

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O ministro ficou bastante emocionado no encontro com sua mãe, Pia Maria Fontana Zavascki, que seguiu para os cumprimentos amparada por brigadistas do Supremo. A cerimônia durou aproximadamente 15 minutos e se restringiu a formalidades do protocolo. Não houve discursos.

Alan Sampaio / iG Brasília
Zavascki se emociona e chora ao receber os cumprimentos de sua mãe em posse no STF


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, representou a presidenta da República, Dilma Rousseff . Também compareceram os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara dos Deputados, Marco Maia, assim como os ministros aposentados Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Eros Grau, Aldir Passarinho, Ilmar Galvão, Carlos Velloso e Sepúlveda Pertence.

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A sessão do julgamento do mensalão , que originalmente ocorreria nesta quinta-feira, foi cancelada, justamente por causa da posse do novo ministro do Supremo. A Corte só deve se reunir novamente na próxima quarta-feira.

Encerrada a sessão, o empossado se dirigiu ao Salão Branco do STF para ser saudado por cerca de 400 presentes. 

Zavascki foi indicado pela presidenta Dilma Rousseff para compor a Corte quando o julgamento do mensalão já estava em curso. Desde a indicação, indicou que não participaria das decisões relacionadas ao esquema de corrupção desvendado durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

Com a expectativa de que o julgamento seja concluído na próxima semana, Zavascki adiantou que pretende participar apenas da apreciação de recursos relacionados ao caso, já que considera que estes serão novos julgamentos. Até lá, entretanto, ele não deve participar de definições como se os parlamentares da ativa condenados pelo STF devem ou não perder seus mandatos. Esta é uma das pendências a serem definidas pela Corte na próxima semana.

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Alan Sampaio / iG Brasília
Teori Zavascki toma posse como novo ministro do Supremo Tribunal Federal

Zavascki é o terceiro ministro do STF indicado na gestão da presidenta Dilma. Pela segunda vez, a escolha recaiu em um nome do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – o primeiro foi o do ministro Luiz Fux. A indicação foi aprovada pelo Senado Federal no dia 30 de outubro, após aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O ministro já disse que não deverá participar da fase final do julgamento do mensalão, mas ressalta que está pronto para votar caso seja a vontade da Corte. Zavascki disse que só começará a se inteirar do trabalho no STF a partir de hoje. Ele herdará acervo com mais de 6 mil processos.

Mesmo com a posse, o STF permanecerá com um lugar vago, resultado da aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto no dia 18 de novembro, que também atingiu a idade limite de 70 anos. A presidenta Dilma ainda não indicou o substituto, o que pode ocorrer apenas no ano que vem, quando o STF e o Congresso Nacional voltarem do recesso de fim de ano.

Perfil

Zavascki é catarinense de Faxinal dos Guedes e tem 64 anos. Aprovado em concurso de juiz federal para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em 1979, foi nomeado, mas não tomou posse. Advogado do Banco Central de 1976 até 1989, finalmente chegou à magistratura quando foi indicado para a vaga destinada à advocacia no TRF4.

Respeitado nas áreas administrativa e tributária, Zavascki também é minucioso em questões processuais. “Espero que todos os bons momentos apaguem minha fama de apontador ou cobrador das pequenas coisas”, brincou, ao se despedir da Primeira Turma do STJ, nesta semana.

Em entrevista coletiva na última terça-feira (27), Zavascki disse ser favorável ao ativismo do Judiciário quando o Legislativo deixa lacunas. Também defendeu o direito de parentes de ministros atuarem como advogados nos tribunais superiores e disse ser contrário à transmissão de sessões ao vivo pela TV.

Com Agência Brasil

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