Kassab ignora Florianópolis, a ilha da esperança do PSD

Cidade é a única capital do País onde a nova legenda lidera nas pesquisas e pode vencer nas eleições de 2012

Rafael Abrantes - Brasil Econômico | - Atualizada às

Agência Estado
Fundador e presidente do PSD, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, não foi muito a Florianópolis

Oficializado com pompa e circunstância há um ano, o PSD optou por não transformar o peso político conquistado em Brasília em candidaturas de expressão para as eleições municipais deste ano nas outras capitais do País. A legenda, que recebeu a adesão em massa de parlamentares da Câmara e do Senado, tem chances de chegar à prefeitura em apenas uma capital, Florianópolis, na chapa liderada por Cesar Souza Júnior. O político catarinense lidera as pesquisas na ilha e já tem vaga praticamente garantida no segundo turno. Nas outras 25 capitais, a estratégia é menos ambiciosa. Em todo Brasil, o PSD “kassabista” soma 1.119 candidatos a prefeito e mais de 23 mil para vereador.

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Mas é Santa Catarina que aparece como principal esperança de poder. O partido deve emplacar seus candidatos no segundo turno nas três maiores cidades do estado: Joinville, Blumenau e Florianópolis. Chapecó também é outro município do interior com candidatura competitiva do PSD. Um diferencial nas eleições catarinenses é o fato do governador Raimundo Colombo ter se filiado ao partido no ano passado. “Ter um governador no partido sempre ajuda uma campanha a ter mais apoio do governo”, afirma o presidente do diretório do PSD catarinense, Gelson Merísio.

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Ele ressalta, entretanto, que Colombo teve presença “discreta” na campanha de Souza Júnior, com participações apenas no horário eleitoral gratuito na TV. “Procuramos criar uma identidade própria do candidato no primeiro turno”, observa ele, que também é presidente da Assembleia Legislativa no estado. Embora as apostas sejam altas na capital catarinense, o presidente nacional do partido, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, não compareceu à ilha para passeatas ou demonstrar apoio político. No último dia 22, Kassab abriu sua agenda para comícios com candidatos aliados em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.

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“Kassab estava muito ocupado com a eleição em São Paulo. Nós entendemos ( sua ausência )”, afirma Merísio. O PSD é o principal aliado de José Serra (PSDB) na disputa pela sucessão paulistana e indicou um nome do partido para vice: Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de Educação. Ao Brasil Econômico , o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), dá uma explicação singela sobre a ausência de Kassab em Florianópolis: “Ele não foi convidado”.

Além de Santa Catarina, o estado do Amazonas é outro com forte presença de quadros do PSD nesta eleição. A legenda lançou 37 candidatos a prefeito em todo estado, número menor apenas ao do PMDB, 38. O estado do norte completa a lista de governadores do partido, com Omar Aziz. “Mato Grosso, Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí são outros estados onde nosso partido tem maior representatividade hoje”, aponta Guilherme Campos, líder do PSD na Câmara dos Deputados. 

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