PT aguarda desistência de João Paulo Cunha nas próximas horas

Ministro do STF pediu condenação do candidato à prefeitura de Osasco por corrupção passiva e peculato no julgamento do mensalão

Ricardo Galhardo iG São Paulo | - Atualizada às

O PT aguarda para as próximas horas o anúncio da decisão do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha de abandonar a candidatura à prefeitura de Osasco em favor do candidato a vice, Jorge Lapas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cezar Peluso votou pela condenação de João Paulo Cunha (PT) pelo crime de corrupção passiva e por uma das acusações de peculato, durante o julgamento do mensalão .

Agência Brasil
Ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha

Leia mais: Peluso pede condenação de João Paulo por corrupção e peculato

Segundo fontes próximas a João Paulo ele está abatido, “fechado em copas” e não dá sinal algum de qual direção vai tomar. Apesar disso, a avaliação geral no partido é de que ele não tem mais condições políticas de disputar a eleição.

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As diferentes instâncias de direção não devem interferir no processo agora. A ordem é esperar o término do julgamento do núcleo político do mensalão para só então interferir caso de João Paulo não tomar a iniciativa.

“Não dá para querer discutir isso agora. Vamos esperar o resultado numérico no fim da sessão de hoje para telefonar a prestar nossa solidariedade. Não tem condição para ligar, dizer que sinto muito e perguntar se ele quer manter a candidatura”, disse um alto dirigente do partido enquanto o ministro Gilmar Mendes ainda proferia seu voto.

O voto do ministro Cezar Peluso pela condenação de João Paulo Cunha por peculato e corrupção passiva não foi surpresa no PT nem na equipe de campanha do petista que é candidato à prefeitura de Osasco (SP).

Na verdade, foram os votos dos ministros Luiz Fux e Rosa Weber, também pela condenação, na segunda-feira, que surpreenderam os petistas. Ambos foram indicados pela presidenta Dilma Rousseff e eram vistos como incógnitas por advogados e analistas antes do início do julgamento.

Mais do que a condenação, o que causa pânico entre os petistas é o teor do voto de Fux, que admitiu flexibilizar garantias e admitir condenações sem base em provas. No PT, a posição do ministro é vista como indício de que o Supremo Tribunal Federal está se curvando à pressão de setores da imprensa e da opinião pública em detrimento de uma avaliação estritamente técnica dos autos. “O Fux jogou para a torcida. Esperamos que haja uma reação contrária à atitude temerária que ele cometeu pois isso é muito perigoso para a democracia”, disse um cardeal petista.

João Paulo foi procurado por meio de sua assessoria mas não se manifestou.

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