CPI quebra sigilo telefônico da mulher de Cachoeira e de Perillo

Comissão também aprovou pedidos de informações de contratos de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins e do Distrito Federal com a Delta Construções

iG São Paulo | - Atualizada às

A CPI do Cachoeira aprovou por unanimidade 33 requerimentos de quebra de sigilo, entre eles o sigilo telefônico do governador de Goiás, Marconi Periloo (PSDB); de seu irmão, Toninho Perillo, e da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça.

Em junho, a comissão já havia quebrado os sigilos telefônico, fiscal e bancário do governador goiano . Hoje, foi aprovada a quebra de sigilo de outras linhas que pertencem a Perillo. Os sigilos telefônicos se referem a quatro telefones do governo e um do irmão de Perillo no período de 1º de janeiro de 2011 a 29 de fevereiro de 2012.

Sessão de hoje:

- CPI decide reconvocar Carlinhos Cachoeira para depor

- CPI ouvirá procuradores e ex-tesoureiro de Perillo na semana que vem

AE
O governador de Goiás, Marconi Perillo, já teve seus sigilos quebrados anteriormente


O STJ autorizou, na noite de segunda-feira, a investigação da relação de Perillo com Cachoeira . Escutas autorizadas judicialmente mostraram o contraventor com acesso a integrantes da cúpula do governo local e até mesmo como pagador de contas pessoais de secretários de Perillo. O contraventor chegou a receber uma ligação de Perillo parabenizando-o pelo aniversário.

Carlos Cachoeira está preso desde o dia 29 de fevereiro deste ano , no âmbito da Operação Monte Carlo, realizada pela Polícia Federal (PF). Ele é acusado de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais, envolvendo servidores públicos e privados.

Veja o especial do iG sobre a CPI do Cachoeira

Sobre Andressa Mendonça paira a suspeita de que ela teria agido como laranja da organização controlada por seu marido. Sua situação se agravou quando ela teve que pagar R$ 100 mil de fiança para não ser presa pela PF por ter chantageado um juiz.

A CPI também aprovou por unanimidade, 43 requerimentos de providências. Entre elas estão pedidos de informações de contratos dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins e do Distrito Federal com a Delta Construções.

Agência Câmara
Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, compareceu à sessão da CPI

Violência: Grampos da PF envolvem Cachoeira em suspeita de sequestro

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Os deputados Miro Teixeira (PDT-RJ), Domingos Sávio (PSDB-MG) e o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) cobraram a ampliação das informações para todos os Estados e municípios com contratos com a Delta. “Estamos diante de um esquema bilionário, o maior da história da República”, disse Rodrigues. “É fundamental que façamos isso de forma plena para o que tiver de ser descoberto seja com o propósito de se recuperar o dinheiro do povo”, afirmou Domingos Sávio.

O relator Odair Cunha (PT-MG) discordou e disse ser necessário focar nos documentos com participação clara de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, e Carlinhos Cachoeira. Cunha disse que analisará na próxima reunião administrativa um requerimento formal solicitando a ampliação dos contratos da Delta em outros estados e também em municípios.

A comissão decidiu ainda que Cachoeira deverá comparecer novamente à CPI . Da primeira vez que se apresentou à comissão, ele usou seu direito de permanecer calado para não se autoincriminar , provocando a ira dos parlamentares presentes.

A CPI também rejeitou por 16 votos a 4 a proposta de partidos de oposição de dividir o trabalho do relator, o deputado Odair Cunha, com sub-relatores. O presidente da CPI, Vital do Rêgo, também afirmou que na terça-feira que vem serão ouvidos os procuradores Daniel Rezende Salgado e Lea Batista Oliveira , que trabalham no inquérito relativo às operações Vegas e Monte Carlo, da PF. Os dois são do Ministério Público Federal de Goiás.

Cavendish

O senador Vital do Rêgo também anunciou nesta terça-feira que o empresário Fernando Cavendish , dono da construtora Delta, será ouvido pela CPI no próximo dia 28 de agosto. Até então Cavendish ainda não tinha uma data marcada para dar seu depoimento na Comissão.

Com Agência Câmara e Agência Senado

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