Juiz diz que mulher de Cachoeira usou dossiê para ameaçá-lo

Andressa Mendonça afirmou que poderia impedir publicação na Veja, caso juiz soltasse contraventor; direção da revista diz que tomará providências contra acusações

iG São Paulo | - Atualizada às

O juiz federal Alderico Rocha Santos afirmou em relato à Justiça que a mulher do contraventor Carlos Augusto Ramos, Andressa Mendonça, o ameaçou com a publicação de um dossiê na revista Veja , caso ele não livrasse seu marido no processo referente à Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF).

Leia a íntegra da decisão da Justiça

Diomício Gomes/O Popular/AE
Mulher de Cachoeira deixa sede da PF em Goiás após suspeita de ameaça a juiz


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De acordo com o magistrado, a mulher de Cachoeira teria ido ao seu gabinete no dia 26 de julho deste ano. Na conversa, ela teria afirmado que o jornalista Policarpo Júnior possuía um dossiê contendo informações desfavoráveis a ele. Mas ela poderia evitar a publicação, se Cachoeira fosse solto.

Segundo o juiz Mark Yshda Brandão, que decidiu que Andressa pagasse R$ 100 mil de fiança pelo crime de corrupção ativa, Santos apresentou um bilhete escrito pela própria mulher de Cachoeira, reforçando o encontro entre os dois.

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Andressa teria afirmado que o suposto dossiê poderia prejudicar também o juiz Wilson Dias, que é compadre de Santos.

Além da fiança, Andressa está proibida de manter qualquer contato com Cachoeira, seja em visitas a penitenciária da Papuda, onde ele está detido, seja por escrito.

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Ela também não poderá travar qualquer contato com Lenine Araújo de Souza, José Olímpio de Queiroga Neto, Raimundo Queiroga, Geovani Pereira, Idalberto (Dadá) Matias de Araújo, Gleyb Ferreira da Cruz e Wladimir Garcez - todos denunciados pelo mesmo processo.

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Andressa não poderá mais ter acesso ao prédio da Justiça Federal de Goiás.

O juiz afirma que "a gravidade dos fatos noticiados, decorrente da ousadia e destemor demonstrados pela requerida" justifica as medidas tomadas.

Em nota,  a direção da  Veja afirmou que está tomando providências junto ao departamento jurídico da revista para processar o "autor da calúnia que tenta envolver de maneira criminosa a revista e seu jornalista, com uma acusação absurda, falsa e agressivamente contrária aos nossos padrões éticos".

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