Cotado, Matarazzo despista sobre vice de Serra em convenção

'Não trabalho com hipóteses, vamos esperar', diz ex-secretário; PV rebate críticas ao seu indicado para compor a chapa com Serra, Eduardo Jorge

Fábio Matos - iG São Paulo | - Atualizada às

Após a definição da coligação proporcional para o “chapão” de vereadores entre os partidos que apoiam a candidatura do ex-governador José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo e da oficialização do nome do tucano, formalizada na convenção municipal da legenda , neste domingo, resta saber quem será o candidato a vice-prefeito na aliança.

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A tese de uma chapa puro sangue, com a indicação de um nome do próprio PSDB para a vice, ganhou força nos últimos dias, como uma espécie de compensação aos tucanos insatisfeitos com o “chapão”.

O nome mais forte neste momento é o do ex-secretário estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, ligado a Serra. “Fico feliz com essa possibilidade, mas essa decisão cabe ao candidato e aos partidos aliados da coligação”, despistou Matarazzo ao iG . “Não trabalho com hipóteses. Vamos esperar.”

A coligação que apoia a candidatura de Serra tem até o próximo sábado para definir quem será o vice – é o prazo final para o registro das candidaturas e coligações para as eleições de outubro. O vereador Floriano Pesaro admitiu neste domingo que o nome de Matarazzo é o mais forte neste momento. “É um desejo do partido como um todo (indicar o vice). Acho que sim”, respondeu ao ser questionado se Matarazzo era o mais cotado.

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Outro nome ventilado no PSDB é o do coordenador da campanha de Serra, Edson Aparecido, que disse ao iG em entrevista na última sexta-feira que “isso não é questão de vontade pessoal”. “Você tem que levar em conta as circunstâncias e uma série de fatores e a preocupação maior deve ser sempre construir uma aliança ampla e forte.”

Caso a tese da chapa puro sangue não prevaleça, nomes indicados por outros partidos da aliança também são especulados: pelo PSD, o ex-secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider; pelo DEM, o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia; e pelo PV, de Eduardo Jorge.

O presidente nacional do PV, José Luiz Penna, que compareceu ao lançamento da candidatura de Serra, rechaçou as acusações ao correligionário e as atribuiu à “concorrência” – dando a entender que as denúncias atendem a interesses de quem não deseja ver Eduardo Jorge na vice.

“Eduardo Jorge é um monumento. Essa dinâmica de escolha é do PSDB e do Serra. Nós estamos definidos, nossa indicação para a vice é Eduardo Jorge. Eu vejo com pesar essa judicialização da política e a máquina de linchamento usada pela concorrência”, afirmou. “Atribuo (as denúncias) aos concorrentes”, continuou Penna, sem citar diretamente de onde elas teriam partido.

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O nome de Schneider ganhará força em caso de vitória do PSD em julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que definirá se o partido tem direito ou não a uma cota maior do Fundo Partidário. O julgamento é determinante para as pretensões do partido de Kassab, pois o entendimento respeito das cotas do Fundo Partidário cria uma jurisprudência para a definição do tempo a que o PSD terá direito na propaganda eleitoral gratuita na televisão.

Se o STF permitir que a bancada do PSD detenha o tempo de TV, a questão ainda teria de ser avaliada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que dará a palavra final. Esse trâmite atrasaria ainda mais a definição do vice. Adiado, o julgamento deverá acontecer na próxima quarta-feira.

Pessoas ligadas à campanha de Serra afirmaram ao iG que, sem a questão do PSD resolvida no TSE, as chances de a legenda de Kassab indicar o vice são remotas. Este seria mais um ponto a favor da chapa puro sangue.

O “chapão” envolvendo PSDB, PSD, DEM e PR terá 110 vagas, e a tendência é que os tucanos tenham de 20 a 25 candidatos – número ligeiramente superior ao dos demais aliados na coligação proporcional. O PV caminhará sozinho, com uma chapa de 83 candidatos a vereador.

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