Nomes da Comissão da Verdade ainda não foram escolhidos

Lei foi criada há aproximadamente seis meses; ativistas dos direitos humanos como o cardeal Dom Evaristo Arns devem integrar grupo

Wilson Lima, iG Brasília |

Seis meses após a sanção do projeto de lei que instituiu a Comissão da Verdade, seus sete membros ainda não foram escolhidos pela presidenta Dilma Rousseff (PT).

A Comissão da Verdade foi criada em 18 de novembro do ano passado, por meio da lei 12.528 e tem como objetivo “esclarecer as graves violações de direitos humanos” praticadas durante o Regime Militar. Ela tem dois anos para apresentar um relatório contendo o resultado das investigações. Todo o acervo elaborado pela comissão será encaminhado para o Arquivo Nacional e integrará o projeto Memórias Reveladas.

Hoje existem alguns nomes dados como certos na lista de membros da Comissão da Verdade. Entre eles os do ex-ministro Nilmário Miranda, do cardeal Dom Evaristo Arns, de Clarisse Herzog, mulher de Vladimir Herzog e Vera Lucia Facciolla Paiva, filha do ex-deputado Rubens Paiva. Outros nomes que também estão sendo sondados são os do ex-secretário de Direitos Humanos da gestão Fernando Henrique Cardoso, José Gregori e do diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, que atuou como relator do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Myanmar/ Burma. 

Durante o discurso de instituição da Comissão da Verdade, a presidenta Dilma Rousseff (PT) disse que não queria revanchismo nem a cumplicidade do silêncio. Nesta quarta-feira, o iG revelou detalhes do livro “Memórias de uma guerra suja”, segundo o qual militantes de esquerda foram incinerados em uma usina de açúcar e o símbolo da linha-dura do regime militar, o delegado Sérgio Paranhos Fleury, foi assassinado por ordem de um grupo de militares e de policiais rebelados contra o processo de abertura política iniciado pelo ex-presidente Ernesto Geisel.

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