"Vivi 36 horas de pesadelo", diz resgatado de navio

Comissário-chefe de bordo, Marrico Giampetroni, afirmou que sempre esperou pela salvação. Ele foi resgatado neste domingo

Ansa |

A terceira vítima resgatada com vida do navio Costa Concordia , que naufragou na madrugada de sábado no litoral italiano, o comissário-chefe de bordo, Marrico Giampetroni, afirmou que "sempre esperei pela salvação, mas vivi 36 horas de pesadelo". 

Giampetroni foi encontrado na manhã de hoje pelos bombeiros que realizam buscas no interior da embarcação.

O comissário-chefe relatou sua dramática experiência já no hospital de Grosseto, para o qual foi levado de helicóptero logo depois de ser resgatado.

A mãe de Giampetroni afirmou que o filho contou a ela que se empenhou durante horas para ajudar as pessoas a localizar os botes salva-vidas e que, ao descer um andar para verificar se não tinha ficado mais ninguém nas cabines, caiu e quebrou uma perna, o que o deixou imobilizado.

"Minhas irmãs me informaram hoje de manhã que Marrico estava vivo", explicou a mulher. "Assim que soube, chorei. Meu filho é muito cuidadoso, me liga sempre para me manter informada, motivo pelo qual a falta de uma ligação sua me fez pensar o pior. Rezei dia e noite", disse a mãe.

Ela explicou que o filho entrou na companhia Costa Cruzeiros aos 18 anos, assim que terminou o Ensino Médio e que passou por diversas funções antes de ser promovido a comissário-chefe.

Veja o vídeo do resgate :

O navio naufragou em frente à ilha de Giglio, na região da Toscana, depois de se chocar com um banco de areia. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi preso acusado de ter abandonado a embarcação quando ainda havia um grande número de passageiros aguardando o resgate.

Até o momento foram confirmadas três mortes. Ao menos 17 pessoas ainda estão desaparecidas, segundo as autoridades locais.

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