Mergulhadores encontraram corpo de mulher neste sábado. Outras 16 pessoas continuam sendo procuradas

O número de vítimas no naufrágio do navio Costa Concordia, submerso na costa da italiana Toscana em 13 de janeiro no litoral da ilha italiana de Giglio, aumentou neste sábado para 17, depois que as equipes de busca de desaparecidos acharam o corpo de uma mulher. Ela foi identificada como a tripulante peruana Erika Soria Molina, 25.

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Os mergulhadores continuaram suas tarefas apesar de o mar estar bastante agitado. O corpo foi localizado na parte submersa do navio e não estava com o colete salva-vidas, segundo comunicou o porta-voz do corpo de Bombeiros, Luca Cari. Segundo dados da Defesa Civil italiana, ainda falta encontrar 16 pessoas.

Plataforma marítima carregando guindaste se aproxima de Costa Concordia, navio que naufragou na Ilha de Giglio, na italiana Toscana
AP
Plataforma marítima carregando guindaste se aproxima de Costa Concordia, navio que naufragou na Ilha de Giglio, na italiana Toscana
As condições meteorológicas obrigaram a suspender momentaneamente as tarefas de preparação para a extração das 2.300 toneladas de combustível que estão nos tanques do navio, propriedade da Costa Cruzeiros e que continua encalhado a poucos metros do litoral.

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Além da emergência por possíveis vazamentos de combustível, outro dos problemas que podem ocorrer é o lançamento de uma grande quantidade de lixo e objetos procedentes do Costa Concordia no mar, que pode afetar tanto o fundo do oceano como a costa. Gabrielli afirmou que enviou uma carta à companhia Costa Cruzeiros, dona da embarcação, que elabore um plano para limpar a poluição do navio, até quarta-feira.

Os mergulhadores da companhia holandesa Smit Salvage, que se encarregará da extração, realizaram inspeção no navio, descendo cerca de 20 metros para estudar as condições do casco antes de começar a isolar o primeiro dos 17 tanques dos quais o combustível será extraído.

Eles trabalharão só de dia, enquanto a extração do combustível será realizada sem pausa se as condições do mar permitirem. A extração será realizada por meio de uma perfuração no casco, e o combustível começará a ser bombeado em direção a cisternas externas. Através de uma segunda abertura, o tanque receberá água do mar para evitar que o esvaziamento provoque movimentos no navio.

Uma mancha que foi vista em frente à costa da ilha, uma localidade de grande interesse turístico por fazer parte de um dos parques naturais mais importantes do Mediterrâneo, tem a procedência analisada. Trata-se de uma mancha de 300 metros por cerca de 200 metros que surgiu no dia do naufrágio ou nos dias seguintes e se alojou no fundo do mar, mas que agora emergiu por conta das correntes.

*Com EFE

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