Senado dos EUA aprova tratado de redução de armas com Rússia

Ratificação de acordo é considerada uma vitória diplomática e política do presidente Barack Obama

AFP | 22/12/2010 18:56

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O Senado norte-americano aprovou por 71 votos contra 26 o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (em inglês, START), superando a maioria de dois terços necessária para aprová-lo. Após serem cortejados de forma implacável por Obama, pelo vice-presidente Joe Biden e por altos comandantes militares dos EUA, um pelotão de republicanos apoiou o tratado, contrariando líderes ansiosos por dar ao presidente uma grande derrota.

"Estou confiante de que a segurança da nossa nação, e também do mundo, será reforçada através da ratificação deste tratado", afirmou o presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, John Kerry, que, com o líder dos Republicanos no Comitê, o senador Richard Lugar, conduziu o acordo através de um debate difícil e até mesmo amargo.  Nesta quarta, o senador repetiu os argumentos da Casa Branca de que o pacto ajudará nos esforços para enfrentar o Irã e a Coreia do Norte. O acordo "não é simplesmente para enfrentar os perigos remanescentes da era nuclear. É um acordo que nos dará uma ferramenta crucial para combater as ameaças de uma nova era nuclear", afirmou momentos antes da votação.

Redução de arsenais

O Start reduz os arsenais dos Estados Unidos e da Rússia para 1,5 mil ogivas nucleares, um corte de cerca de 30% do limite de oito anos atrás. O pacto também limita a 700 o número de mísseis e de aviões de bombardeio nuclear que podem ser acionados. Além disso, estabelece um novo mecanismo para o envio de inspetores a instalações nucleares em outros países. Desde que o tratado Start anterior expirou, em dezembro de 2009, Rússia e Estados Unidos não estão conseguindo conduzir inspeções em seus respectivos arsenais nucleares – trazendo incertezas sobre o que cada lado está fazendo.

Antes de aprovar o tratado, os parlamentares fizeram emendas não vinculativas na resolução do documento de ratificação técnica para comprometer Washington a implantar um sistema de defesa antimísseis, modernizar seu arsenal nuclear e buscar novas negociações com a Rússia para a contenção de armas nucleares táticas.

Rússia ainda deve aprovar tratado

O tratado, assinado em abril por Obama e pelo presidente russo, Dmitry Medvedev, espera agora aprovação pelo Parlamento em Moscou, o que deve ocorrer no ano que vem. O governo russo já havia publicamente criticado a possibilidade de que o texto do acordo, resultado de uma delicada negociação, fosse mudado pelos senadores em Washington.

Na segunda-feira, o chanceler russo, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, indicou que Moscou não aceitaria quaisquer alterações e que, caso elas fossem adotadas, isso significaria que o fim do tratado.

* Com informações da BBC

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