Sarkozy nega pacto de líderes mundiais contra seu rival nas eleições

Revista alemã diz que dirigentes conservadores europeus rejeitaram encontrar socialista François Hollande, favorito nas pesquisas

iG São Paulo |

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, negou nesta segunda-feira ter pedido a líderes mundiais que boicotem seu principal rival nas eleições presidenciais , o socialista François Hollande. Segundo a revista alemã Der Spiegel, dirigentes conservadores europeus teriam feito um pacto para rejeitar qualquer encontro com Hollande, que líder as pesquisas de intenção de voto.

“Vocês não acham que os líderes têm mais o que fazer do que pactos desse tipo?”, questionou Sarkozy, durante entrevista em San Quintin, norte da França. “Nunca falei sobre isso (Hollande) com os outros (líderes europeus)”.

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Reuters
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, concede entrevista em Saint Quentin, norte do país

De acordo com a Der Spiegel, o pacto foi firmado pela chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro da Itália, Mario Monte, o da Espanha, Mariano Rajoy, e o do Reino Unido, David Cameron.

A Espanha e a Alemanha negaram as informações publicadas pela revista. Nesta segunda-feira, Rajoy disse que, embora torça por uma vitória de Sarkozy, nunca rejeitou qualquer reunião com Hollande. “Posso garantir que isso nunca ocorreu”, afirmou.

O porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, disse que não há nenhuma data na agenda da chanceler para um encontro com Hollande, mas acrescentou que a Alemanha "trabalhará bem e em total confiança" independentemente de quem seja o vencedor da eleição.

Hollande é considerado o favorito nas eleições do dia 22 de abril, mas, as últimas pesquisas de opinião sugerem que a diferença entre ele e Sarkozy na preferência dos eleitores está diminuindo. Se a eleição for para o segundo turno, os dois se enfrentarão novamente nas urnas no dia 6 de maio.

Sarkozy anunciou a candidatura oficialmente no dia 15. “Se decidi ficar, é porque tenho coisas a dizer aos franceses, tenho propostas para a apresentá-los”, afirmou o líder, em entrevista ao canal de televisão TF1. Durante a entrevista, Sarkozy prometeu que se concentrará em criar empregos e fará um referendo sobre auxílio-desemprego e formação a desempregados.

Além de problemas de imagem e de ter o mais baixo índice de popularidade de um presidente francês nas últimas décadas, o mandato de Sarkozy é criticado sobretudo em relação às suas promessas de aumentar o poder aquisitivo da população e de reduzir o desemprego.

Desde o general Charles de Gaulle, em 1958, nenhum presidente em exercício passou para o segundo turno das eleições presidenciais em segundo lugar.

Com Reuters e AFP

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