Rei nomeia premiê após Bélgica ficar 541 dias sem governo

Impasse entre falantes do holandês e do francês é superado e novo governo será empossado na terça-feira

iG São Paulo |

O rei Albert 2º da Bélgica nomeou Elio Di Rupo, falante da língua francesa, como primeiro-ministro na noite desta segunda-feira terminando assim com um recorde de 541 dias que o país ficou sem um governo.

A cerimônia de posse prevista para terça-feira será um aguardado alívio para toda a nação de 6,5 milhões de falantes da língua holandesa e 4,5 milhões de falantes do francês que há muito tempo ficou frustrada com o impasse entre os políticos quando às diferenças linguísticas.

Um comunicado oficial divulgado na noite de segunda-feira disse que "o rei recebeu Elio Di Rupo no castelo Belvedere e o nomeou primeiro-ministro."

Um apresentador de rádio finalmente se barbeou depois de ter deixado a barba crescer por mais de um ano em protesto ao congelamento das negociações. "Eu não vou fazer isso de novo. Nunca mais", disse Koen Fillet após ser barbeado ao vivo em um programa de TV.

O filho de imigrantes italianos de 60 anos completou dessa forma uma jornada notável de pobreza na infância até se tornar o líder da Bélgica. Ele irá liderar uma grande coalizão de socialistas, democratas cristãos e liberais, cada um separados em partidos falantes de holandês e francês.

Entre seus principais ministros, o ministro francófono interino das Finanças, o liberal Didier Reynders, tornou-se ministro das Relações Exteriores, enquanto o falante de holandês, o democrata cristão Steven Vanackere, fez o caminho inverso. O socialista falante de holandês Johan Vande Lanotte se tornou ministro da Economia.

Os políticos têm estado sob intensa pressão do mercado financeiro e das agências de rating para criar um governo efetivo e capaz de fazer as reformas estruturais e reduzir a dívida.

No mês passado, a agência de classificação Standard & Poor rebaixou a classificação de crédito da Bélgica de AA para AA+, o que pode tornar mais caro para o país fazer empréstimos no futuro.

Com AP

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