Obama quer a paz com a Coreia do Norte mas rejeita 'provocações'

Presidente dos Estados Unidos fez discurso em evento na Coreia do Sul e reiterou que não tem "intenções hostis"

AFP |

O presidente americano, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira aos dirigentes norte-coreanos que os Estados Unidos não têm "intenções hostis" em relação a Pyongyang, rejeitando "as provocações" e conclamando o regime comunista a abandonar suas ambições nucleares.

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AP
Obama faz discurso para estudantes de universidade em Seul

"Vou me dirigir diretamente aos dirigentes de Pyongyang. Os Estados Unidos não têm intenções hostis em relação ao seu país. Queremos a paz", declarou Obama durante um discurso feito a estudantes em Seul. "Hoje, nós dizemos: Pyongyang, tenha a coragem de buscar a paz e de dar uma vida melhor aos norte-coreanos", disse.

Obama também alertou que "não haverá recompensas para as provocações", no momento em que a Coreia do Norte se prepara para lançar um foguete para por em órbita um satélite de observação que a comunidade internacional suspeita que, na verdade, seja um teste de míssil. "Essa época se foi", insistiu Barack Obama antes da abertura de uma cúpula internacional sobre segurança nuclear na capital sul-coreana.

Em relação à questão iraniana, o presidente americano alertou a Teerã que não lhe resta mais tempo para manifestar sua boa vontade e resolver pela via diplomática com os ocidentais as divergências relativas ao seu programa nuclear. "Ainda há tempo para resolver isto pela diplomacia. Prefiro sempre resolver estas questões de forma diplomática", mas "o tempo urge. O Irã deve agir com a seriedade e com o senso de urgência necessários neste momento", declarou Obama.

Mesmo que o Irã negue, Israel e vários países ocidentais suspeitam que o Irã tente produzir a arma atômica sob o pretexto de um programa nuclear civil, o que fez a república islâmica sofrer uma série de sanções internacionais. Durante o evento, uma autoridade americana indicou que Barack Obama deve apresentar uma nova proposta de redução de armas nucleares ao presidente eleito russo Vladimir Putin em ocasião do primeiro encontro entre ambos na condição de chefes de Estado, em maio.

Obama tentará também dar continuidade ao Tratado sobre a Redução de Armas Estratégicas (Start) assinado com o atual presidente russo, Dmitri Medvedev, que encerra seu mandato e deve realizar sua última reunião com o colega americano nesta segunda-feira em Seul.Obama receberá Putin durante a cúpula do G8 em maio, em Camp David, Maryland.

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